Paralisação do Ramal Jaboatão
Mais uma vez, o Metrô do Recife enfrentou uma interrupção no serviço. Na noite desta segunda-feira (27), o ramal Jaboatão da Linha Centro parou de funcionar, deixando passageiros a pé. Imagens enviadas à TV Globo mostram o momento em que um dos trens parou entre as estações Floriano e Engenho Velho. Passageiros desceram do vagão e caminharam sobre os trilhos, enquanto a composição permanecia às escuras. A paralisação ocorreu pouco após as 18h. O g1 tentou contato com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Impacto nos Usuários e Medidas Emergenciais
O Conselho de Transporte Metropolitano (CTM) informou que foi notificado pela CBTU sobre o problema e que a previsão inicial era de retomada do serviço em duas horas. Como medida paliativa, o CTM anunciou o reforço na circulação de ônibus com a ativação da linha emergencial 238 – TI Jaboatão/TI Barro, para atender os usuários prejudicados. Segundo dados da CBTU, cerca de 120 mil passageiros utilizam a Linha Centro diariamente. Essa é a terceira paralisação do sistema em menos de um mês.
Problemas Recorrentes no Metrô do Recife
O histórico de falhas é extenso. Entre o fim de junho e o início de julho, a Linha Sul quebrou duas vezes em três dias: a primeira por falta de trens suficientes para a circulação mínima; a segunda, após uma falha na rede aérea que abastece a rede elétrica. Mais recentemente, em 8 de julho, a Linha Centro ficou quatro horas parada devido a uma falha elétrica. Em abril, todas as 29 estações das linhas Centro e Sul ficaram fechadas por cerca de quatro horas por falta de energia elétrica externa nas subestações. Em março, a Linha Centro foi interditada por falha na rede aérea. Desde agosto de 2024, o sistema não funciona aos domingos por causa de obras de manutenção.
Contexto da Estadualização e Concessão
O acordo para estadualizar a administração do Metrô do Recife foi firmado em dezembro de 2024. A transferência de gestão prevê um estudo para concessão do sistema à iniciativa privada. Segundo o Ministério das Cidades, serão investidos R$ 4 bilhões nos primeiros cinco anos de concessão, que terá duração de 30 anos. A pasta também garantiu que não haverá aumento da tarifa do metrô em 2026 e que os empregos dos servidores da CBTU serão preservados. Apesar das promessas, os usuários seguem enfrentando transtornos recorrentes.



