A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu preventivamente nesta segunda-feira (27) Jorge Pereira dos Santos Junior, funcionário de uma agência de turismo em Maringá, no norte do estado. Ele é acusado de criar uma empresa com nome similar ao da agência para receber pagamentos de clientes, causando um prejuízo estimado em R$ 600 mil.
Esquema de fraude com empresa fantasma
Segundo o delegado Fernando Garbelini, responsável pela investigação, Jorge trabalhava no setor financeiro da agência há pelo menos seis anos e era considerado um funcionário de confiança. Ele teria se aproveitado dessa posição para implementar um esquema de fraude que vinha sendo executado há cerca de dois anos.
“Essa situação foi trazida pela proprietária da empresa no início do mês. Ela relatou que teria descoberto a existência de uma empresa em outro local, com nome muito semelhante, e que alguns clientes iam pagando boletos destinados a essa empresa, alguns mediante transferência bancária em contas dessa empresa. Ela percebeu que essa empresa era de uma cidade que era da família desse funcionário”, explicou o delegado.
Uso indevido de credenciais e cartão corporativo
Além do desvio de pagamentos, a investigação apurou que Jorge criou uma senha como agente de turismo – cargo que ele não exercia – e passou a emitir irregularmente passagens aéreas e hospedagens para si mesmo e para familiares. A PC-PR também constatou que o suspeito fez uso indevido de um cartão corporativo da agência de viagens.
“Ele fez viagens para Europa, passou Carnaval no Rio de Janeiro. Passou a ter uma vida de luxo às custas dessa empresa”, afirmou Garbelini.
Prejuízo pode ser maior
A proprietária da agência informou à polícia que descobriu que Jorge começou a cometer as fraudes há aproximadamente dois anos. No entanto, o delegado ressalta que o prazo e o valor do prejuízo podem ser ainda maiores, pois muitos documentos ainda estão sendo analisados. O caso continua sob investigação para identificar a participação de outras pessoas na fraude.
O g1 procurou a defesa de Jorge, que informou que não vai se manifestar sobre o caso. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça e o suspeito permanece à disposição das autoridades.



