Motociclista baleado por guarda em São Vicente contesta versão da GCM
Motociclista baleado por guarda em São Vicente contesta GCM

Um motociclista de aplicativo de 42 anos, identificado como David Oliveira, afirma ter sido baleado por um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) em São Vicente, no litoral de São Paulo. O incidente ocorreu após uma discussão durante uma abordagem de trânsito. David contesta a versão oficial da corporação, que nega que alguém tenha sido atingido pelo disparo.

O que aconteceu

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, David relatou que avançou o sinal vermelho ao acessar a Avenida Marechal Deodoro, no bairro Itararé, enquanto transportava um passageiro. Uma viatura da GCM começou a segui-lo e ordenou que ele parasse a motocicleta. O caso ocorreu no dia 4 de junho.

Segundo o motociclista, após a abordagem, o passageiro foi liberado. Os guardas informaram que a motocicleta seria recolhida ao pátio. David questionou a medida, argumentando que deveria apenas receber uma multa pela infração. Durante a discussão, um dos agentes teria agido de forma hostil, dando tapas em seu peito e apontando a arma para ele. “Ele colocou a arma na minha cintura, engatilhada”, afirmou. Ao tentar se desvencilhar, David foi atingido por um disparo na perna.

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Testemunha relata

Uma testemunha que presenciou a abordagem contou à TV Tribuna que, após ouvir o disparo, começou a gravar a ocorrência. Segundo ela, os agentes perceberam a gravação e deixaram o local rapidamente. “Eles olharam para cima, viram que estavam sendo gravados e rapidamente levantaram ele, colocaram dentro do carro e foram embora”, disse.

Versão da GCM

A Prefeitura de São Vicente informou, em nota, que um agente da GCM agiu em legítima defesa após ser agredido e ameaçado pelo motociclista, que teria tentado tomar a arma do guarda. De acordo com a administração municipal, a ocorrência começou após David avançar o sinal vermelho. Ao ser advertido, ele passou a agredir verbal e fisicamente o agente. Ainda segundo a nota, o guarda adotou os procedimentos necessários para garantir a segurança da ocorrência.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, ninguém foi atingido pelo disparo. O motociclista foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central para atendimento médico e, posteriormente, apresentado à autoridade policial. A administração municipal afirmou que o caso foi encaminhado automaticamente à Corregedoria da GCM, como prevê o procedimento em situações que envolvem disparo de arma de fogo por agentes da corporação.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que, após receber atendimento, o motociclista foi conduzido à Delegacia de São Vicente, onde assinou um termo de compromisso de comparecimento ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

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