Ibovespa cai 1,52% com decisão do Fed e tensões no Oriente Médio
Ibovespa cai 1,52% com Fed e tensões no Oriente Médio

O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (29) com perda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos, na mínima do dia, com o mercado reagindo à decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e ao acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O giro financeiro totalizou R$ 22,9 bilhões.

Decisão do Fed e dissidências

O Fed manteve as taxas de juros nos Estados Unidos, conforme esperado, mas o número de votos divergentes surpreendeu. Nove dirigentes votaram pela manutenção, enquanto três – Beth Hammack (Fed de Cleveland), Neel Kashkari (Fed de Minneapolis) e Lorie Logan (Fed de Dallas) – apoiaram um aumento de 25 pontos-base. Para Marcos Freitas, analista macroeconômico da AF Invest, a principal surpresa foi justamente a quantidade de dissidentes. “O cenário-base era de, no máximo, dois votos divergentes, o que torna esse resultado um pouco mais duro do que o esperado”, afirmou.

Impacto do petróleo e Oriente Médio

O petróleo disparou na sessão após o Irã lançar mísseis contra forças americanas no Oriente Médio, enquanto os Estados Unidos e a Arábia Saudita atacaram milícias apoiadas por Teerã no Iraque. O WTI para setembro fechou em alta de 6,56%, a US$ 84,46 por barril, e o Brent para outubro subiu 7,32%, a US$ 88,09 por barril. A escalada beneficiou ações do setor petroleiro na B3.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Destaques corporativos

No noticiário corporativo, o balanço do Santander (SANB11) foi considerado fraco pelo mercado, derrubando as ações em 7,37%. Outros bancos também recuaram: Itaú (ITUB4) caiu 2,43%, BTG Pactual (BPAC11) perdeu 2,11% e Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 0,24%. O Bradesco teve perdas de 2,25% nas ações ordinárias (BBDC3) e 2,24% nas preferenciais (BBDC4). Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 1,52%, 2,19% e 1,74%, respectivamente. Entre empresas que divulgaram balanços, a Procter & Gamble cedeu 1,87%, enquanto a Ford subiu 2,14%.

Maiores altas do Ibovespa

As três ações que mais valorizaram foram Prio (PRIO3), Petrobras (PETR3) e MBRF (MBRF3). Prio subiu 2,89%, a R$ 58,41, acompanhando a alta do petróleo. A ação acumula valorização de 12% no mês e 41,02% no ano. Petrobras (PETR3) avançou 2,35%, a R$ 47,51, também impulsionada pelo petróleo e por dados de produção e vendas do segundo trimestre, que elevaram expectativas para o balanço a ser divulgado em 6 de agosto. Os papéis da MBRF (MBRF3) subiram 2,21%, a R$ 16,66, após o Santander reforçar a preferência pela empresa em relação à Minerva, elevando o preço-alvo de R$ 26 para R$ 28, enquanto manteve recomendação neutra para Minerva com preço-alvo reduzido de R$ 6,80 para R$ 4,50. A MBRF3 cai 7,6% no mês e acumula desvalorização de 16,62% no ano.

Maiores quedas do Ibovespa

As maiores baixas foram da CSN (CSNA3), Santander (SANB11) e Sabesp (SBSP3). CSN tombou 7,8%, a R$ 5,20, acumulando alta de 12,55% no mês, mas desvalorização de 41,83% no ano. Santander perdeu 7,37%, a R$ 25,63, após balanço fraco. A ação cai 2,73% no mês e acumula perda de 20,99% no ano. Sabesp caiu 5,87%, a R$ 26,61, após já ter cedido 2,08% na véspera. A ação recua 10,22% no mês, mas ainda valoriza 0,38% no ano.

O dólar à vista fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,1084, enquanto o índice DXY, que mede a moeda americana frente a seis divisas, recuou 0,52%, a 100,886 pontos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar