Motociclista é baleado com 10 tiros por policial penal em Cuiabá
Motociclista baleado com 10 tiros por policial penal

Câmeras de segurança do bairro CPA 4, em Cuiabá, registraram o momento em que o motociclista Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, foi baleado pela policial penal Jorcenilma Franca Viegas, de 46 anos, na última quarta-feira (22). Ao todo, mais de dez tiros foram disparados contra a vítima, que ficou ferida e foi socorrida em estado grave.

Contexto da ocorrência

De acordo com o boletim de ocorrência inicial da Polícia Militar, a policial penal teria agido após Carlos encontrar um celular perdido pela filha dela e supostamente exigir dinheiro para devolvê-lo. A ocorrência foi registrada inicialmente como extorsão. No entanto, as imagens das câmeras de segurança contradizem a versão original, não mostrando qualquer tentativa de Carlos de tomar a arma da policial, como constava no primeiro registro.

O que mostram as imagens

Nas gravações, é possível ver o motociclista chegando ao local combinado, onde já eram aguardados pela policial penal e sua filha. Jorcenilma se identifica como agente e ordena que Carlos se deite no chão. Poucos instantes depois, os primeiros disparos são efetuados, enquanto o motociclista tenta se afastar com a moto. As imagens mostram Carlos descendo do veículo e tentando fugir empurrando a moto, mas ele cai. Os disparos continuam, totalizando mais de dez tiros.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Investigação em andamento

A Polícia Civil está investigando o caso para apurar a dinâmica exata dos eventos e as circunstâncias que levaram aos disparos. A policial penal Jorcenilma Viegas foi ouvida e deverá prestar esclarecimentos adicionais. A defesa da agente ainda não se manifestou publicamente. O motociclista continua internado, e seu estado de saúde não foi divulgado oficialmente.

O caso gerou comoção no bairro CPA 4 e reacendeu o debate sobre o uso da força por agentes de segurança. A população local aguarda as conclusões da investigação para entender se a ação foi legítima ou se houve excesso.

Conforme informações do g1 MT, a Polícia Civil deve analisar as imagens das câmeras e ouvir testemunhas para esclarecer os fatos. O inquérito segue em sigilo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar