O motorista do caminhão envolvido no acidente que matou quatro pessoas na GO-139, entre Vianópolis e São Miguel do Passa Quatro, no sudeste de Goiás, já prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo o delegado Kennet Carvalho, responsável pelas investigações, o depoimento foi colhido depois que o caminhoneiro se apresentou espontaneamente. O acidente ocorreu no último domingo, quando o carro em que as vítimas estavam bateu de frente com o veículo de carga.
As vítimas fatais foram Elizene Moreira da Silva, de 28 anos, que estava grávida; Davi Gonçalves Oliveira, de 35 anos; Deivid Gonçalves Ferreira, de 13 anos; e Thayla Izabelly Gomes de Souza, de 6 anos. Elas estavam em um carro de passeio e, de acordo com a família, seguiam para a casa da mãe de Elizene depois de participarem de um culto religioso. A intenção era aproveitar os últimos dias de férias da jovem.
Família relatou ligação antes do acidente
Em entrevista à TV Anhanguera, a tia de Elizene, Simone da Silva Almeida, contou que a sobrinha havia ligado para a mãe momentos antes da tragédia. "Ela ligou para a mãe, disse que ia jantar, falou para a mãe que ia demorar mais um pouco, que iria no culto", relatou. Simone lamentou o desfecho: "Não chegou, né? Aconteceu essa tragédia".
Elizene estava grávida e, segundo os familiares, planejava passar os últimos dias de férias na casa da mãe. O acidente, no entanto, interrompeu o plano da jovem, que morreu junto com o marido, o enteado e uma amiga da família.
Versão do caminhoneiro à polícia
De acordo com o delegado Kennet Carvalho, o motorista do caminhão afirmou que o carro onde estavam as vítimas trafegava em zigue-zague e em alta velocidade. "Quando ele identificou a possibilidade de colidir, ele jogou o veículo na contramão, mas não conseguiu evitar a colisão", disse. O caminhoneiro também relatou que, ao se aproximar do carro, viu latas de cerveja em seu interior.
Ainda segundo o investigador, o condutor do caminhão permaneceu no local durante todo o acompanhamento pelas forças de segurança. "Ele permaneceu no local durante todo o acompanhamento pelas forças de segurança. E hoje ele se apresentou à Polícia Civil e foi devidamente ouvido", destacou Kennet.
Investigação é de homicídio culposo
O delegado explicou que a investigação trata o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. No entanto, ele ressaltou que ainda não é possível atribuir responsabilidade a um dos condutores. "Nesse momento, ainda é muito prematuro para imputar a responsabilidade tanto ao motorista do caminhão quanto ao motorista do carro. Nós ainda não temos como precisar quem seria o causador do acidente", afirmou.
As equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência, mas quatro pessoas morreram no local. Uma menina de 8 anos, filha de Davi, estava no carro com a família e foi socorrida em estado grave. No caminhão, estavam o motorista e o filho dele, de 5 anos, que sofreu apenas ferimentos leves.
O carro era ocupado por cinco pessoas. Além do casal Elizene e Davi, estavam Deivid, filho de Davi, a filha dele, de 8 anos, e a pequena Thayla, amiga das crianças. Deivid e Thayla morreram no local, assim como os adultos. A única sobrevivente do veículo foi a menina de 8 anos, que foi levada às pressas para um hospital.
A GO-139 é uma rodovia estadual que liga pequenos municípios do sudeste goiano a centros regionais. A perícia técnica deverá esclarecer a dinâmica da colisão, incluindo a velocidade dos veículos e as condições da pista. A presença de latas de cerveja no carro das vítimas também será analisada para verificar se houve ingestão de álcool pelo motorista do veículo de passeio.
O que se sabe até agora
- Quatro pessoas morreram em uma colisão frontal entre um carro e um caminhão na GO-139.
- As vítimas foram identificadas e estavam em um veículo que voltava de um culto.
- O motorista do caminhão prestou depoimento e afirmou que o carro estava em zigue-zague e em alta velocidade.
- Uma criança de 8 anos, filha de uma das vítimas, sobreviveu em estado grave.
- A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo.
O g1 Goiás acompanha o caso e aguarda a conclusão da perícia para novos detalhes sobre a dinâmica do acidente.



