Os Correios colocaram à venda um dos edifícios mais simbólicos de sua história: a antiga sede nacional, localizada na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio de Janeiro. O leilão está marcado para o próximo dia 30, com lance inicial de R$ 53,6 milhões. Caso não haja compradores, o edital prevê reduções sucessivas até o valor mínimo de R$ 47,8 milhões.
Prédio histórico de 1878
Construído em 1878, ainda durante o Império, o imóvel faz parte do conjunto histórico da região central carioca. Por décadas, abrigou a administração dos serviços postais brasileiros. Atualmente desocupado, o edifício ocupa um quarteirão inteiro, com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída distribuídos em cinco pavimentos.
Estratégia de reestruturação
Procurados pelo GLOBO, os Correios afirmaram que a venda integra a estratégia de reestruturação da empresa. Segundo a estatal, a alienação do imóvel faz parte da revisão da carteira imobiliária e busca racionalizar ativos considerados ociosos ou subutilizados. “A alienação do referido imóvel faz parte da estratégia de revisão da carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação dos Correios. A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção e viabiliza o reinvestimento em modernização, além de apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal”, informou a empresa.
Condições do leilão
O edital do leilão estabelece que o comprador será responsável por regularizar pendências registrais do imóvel, como a averbação da área construída e a correção de divergências entre o cadastro imobiliário municipal e o registro em cartório. Apesar disso, o documento informa que o prédio será entregue livre de débitos tributários. O imóvel será inicialmente oferecido pelo valor de avaliação; na ausência de propostas, o preço poderá ser reduzido em duas etapas até atingir o valor mínimo previsto. O vencedor terá prazo de até 60 dias para concluir o pagamento.
Localização estratégica e preservação histórica
Além do valor histórico, o imóvel ocupa uma localização estratégica no Centro do Rio, próximo ao Paço Imperial, ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e à Praça XV. Por estar inserido em área de preservação, qualquer intervenção ou adaptação do edifício dependerá da autorização dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico.
A antiga sede integra um conjunto de imóveis que os Correios vêm colocando no mercado dentro da estratégia de reorganização patrimonial. De acordo com a empresa, a intenção é reduzir gastos com manutenção de ativos que já não são utilizados e direcionar os recursos obtidos para investimentos na operação, como parte do plano de reequilíbrio financeiro da estatal.



