Vídeo de resgate de criança é simulação, não fato real
Vídeo de resgate de criança é simulação, não fato real

Um vídeo que circula nas redes sociais, aparentando ser o registro de um resgate de uma criança vítima de tráfico de pessoas, é, na verdade, uma simulação. A conclusão é do Estadão Verifica, que investigou o conteúdo e o classificou como enganoso. As imagens mostram um homem fardado e armado avançando pelos cômodos de uma casa, rendendo pessoas e perguntando "cadê a criança?". Em um quarto, ele localiza a criança e a pega no colo. A legenda sobreposta afirma: "crianças sendo sequestradas e vendidas no Brasil".

Origem da gravação

O vídeo foi postado originalmente em 22 de junho na conta rotamadureira, que se apresenta como um perfil de "humor militar" e "realidade do dia a dia". Na bio, a conta afirma: "aqui a ocorrência também vira entretenimento". O perfil que compartilhou a versão checada, uma conta bolsonarista contrária ao atual governo, acrescentou uma mensagem anti-Lula que não existe no conteúdo original.

Outros vídeos publicados no perfil rotamadureira mostram o mesmo homem interpretando um policial em diversas simulações de crimes sendo solucionados. No uniforme camuflado usado por ele não aparecem insígnias, emblemas de qualquer órgão oficial ou identificação, demonstrando que não se trata de ações policiais verdadeiras.

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Conteúdo de entretenimento

Alguns conteúdos têm tom de crítica social, enquanto outros demonstram humor. Há cenas em que os atores aparecem rindo. Uma das gravações mostra um policial perseguindo um bandido lentamente com um pacote de salgadinho nas mãos. Em outro, um suspeito abordado se revela ser um extraterrestre.

As encenações contam com a participação de pessoas que também publicam os vídeos em suas contas. Um homem identificado no Instagram como Dioclin, por exemplo, aparece frequentemente fazendo papéis de bandidos nas gravações.

Verificação e impacto

O Estadão Verifica procurou o responsável pelo vídeo, mas não obteve resposta. A checagem concluiu que o conteúdo é enganoso, pois simula um resgate que não ocorreu, podendo gerar desinformação e alarme na população.

Esse tipo de conteúdo falso circula com frequência nas redes, especialmente em períodos de comoção social. A recomendação é sempre verificar a origem e a veracidade de vídeos antes de compartilhar, recorrendo a agências de checagem como o Estadão Verifica.

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