Vacina contra sarampo: quem pode tomar, reações e onde se imunizar
Vacina contra sarampo: quem pode tomar, reações e locais

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra o sarampo, especialmente após o aumento de casos em algumas regiões do país. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem pode tomar a vacina?

Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose da tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda dose aos 15 meses. Crianças de 1 a 4 anos que não foram vacinadas devem receber as duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Para adultos, a recomendação é de duas doses até os 29 anos, e uma dose para pessoas entre 30 e 59 anos. Quem já teve sarampo ou comprovadamente recebeu as doses completas não precisa se vacinar novamente. Gestantes, pessoas com imunodeficiência grave ou que estejam em tratamento com quimioterapia não devem receber a vacina.

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Quais são as reações comuns?

As reações mais frequentes incluem dor e vermelhidão no local da injeção, febre baixa, manchas avermelhadas pelo corpo e, raramente, febre alta com convulsão. Esses sintomas costumam aparecer entre 7 e 12 dias após a vacinação e desaparecem espontaneamente em poucos dias.

Em casos isolados, podem ocorrer reações alérgicas graves, como dificuldade para respirar ou inchaço no rosto. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico imediato. A vacina é segura e eficaz, e os benefícios superam os riscos.

Onde se imunizar no Brasil?

A vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde (UBS) do país. O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas verifiquem a situação vacinal e procurem a UBS mais próxima para atualizar a caderneta. Em algumas capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, também há postos volantes em locais de grande circulação, como terminais de ônibus e metrô.

No Distrito Federal, a campanha de vacinação contra o sarampo foi intensificada após a confirmação de casos em 2026. A Secretaria de Saúde do DF disponibilizou doses extras em escolas e centros comunitários. Para saber o endereço do posto mais próximo, basta acessar o site da prefeitura ou ligar para o Disque Saúde no 136.

Impacto da vacinação na saúde pública

Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal contra o sarampo caiu nos últimos anos, aumentando o risco de surtos. Em 2026, foram registrados 23 casos confirmados no Brasil, contra 5 no ano anterior. A vacinação em massa é a principal medida para evitar a reintrodução do vírus e proteger a população.

O médico infectologista Carlos Alberto, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma: "A vacina é a única forma eficaz de prevenção. Com altas coberturas, conseguimos eliminar a circulação do vírus, como já aconteceu no passado". Ele alerta que a queda na adesão pode reverter os avanços.

Orientações adicionais

Antes de se vacinar, leve a caderneta de vacinação para avaliação do profissional de saúde. Se estiver com febre ou sintomas de infecção aguda, é recomendável adiar a vacinação até a recuperação. Mulheres que pretendem engravidar devem esperar pelo menos 30 dias após a vacina.

A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e pessoas com alergia grave a algum componente. Em caso de dúvida, consulte um médico. A vacinação é um direito de todos e uma responsabilidade coletiva.

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