Fim de julho terá Lua Cheia e pico de duas chuvas de meteoros no Brasil
Lua Cheia e chuvas de meteoros no fim de julho no Brasil

O fim de julho reserva dois grandes espetáculos astronômicos para quem observa o céu no Brasil. Na quarta-feira, 29, ocorre a Lua Cheia do Cervo, e nas madrugadas de quinta (30) e sexta-feira (31), as chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem seu pico. Apesar da luminosidade intensa da Lua, que pode ofuscar os meteoros mais fracos, os fenômenos poderão ser vistos a olho nu em locais afastados da poluição luminosa.

Lua Cheia do Cervo: a primeira superlua do ano?

A Lua Cheia de 29 de julho é conhecida como Lua do Cervo, nome dado por povos nativos norte-americanos, pois marca a época em que os chifres dos veados estão em pleno crescimento. Embora não seja considerada uma superlua oficial (quando o satélite está no perigeu), ela ocorre próximo desse ponto, tornando-se ligeiramente maior e mais brilhante que o normal. O horário exato do ápice é às 23h51 (horário de Brasília).

Delta Aquáridas do Sul: até 25 meteoros por hora

A chuva Delta Aquáridas do Sul tem seu radiante na constelação de Aquário e é ativa de 12 de julho a 23 de agosto. No pico, entre as noites de 29 e 30 de julho, pode produzir até 25 meteoros por hora, em condições ideais. No entanto, a Lua Cheia no dia anterior reduzirá a visibilidade, restando apenas os meteoros mais brilhantes. A melhor observação ocorre após a meia-noite, quando o radiante está mais alto no céu.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Alfa Capricornídeas: as bolas de fogo do inverno

Já a chuva Alfa Capricornídeas, com radiante em Capricórnio, é menos intensa (cerca de 5 meteoros por hora), mas famosa por gerar bólidos – meteoros extremamente brilhantes que parecem bolas de fogo. Seu período de atividade vai de 3 de julho a 15 de agosto, com pico também nas madrugadas de 30 e 31. Esses meteoros são mais lentos e podem deixar rastros duradouros no céu.

Como observar as chuvas de meteoros

Para aproveitar o espetáculo, recomenda-se buscar locais escuros, longe das luzes da cidade, e deitar-se para ter uma visão ampla do céu. Não é necessário usar binóculos ou telescópios; os meteoros são vistos a olho nu. A dica é olhar para a região nordeste do céu (onde estão as constelações de Aquário e Capricórnio), mas os meteoros podem surgir em qualquer parte. A Lua estará brilhante, então tente posicionar-se de modo que ela fique fora do seu campo de visão direto.

Impacto da Lua Cheia na observação

A intensa luminosidade lunar é o principal desafio. De acordo com astrônomos amadores, a Lua Cheia pode reduzir a taxa de meteoros visíveis em até 80%, restando apenas os mais brilhantes. Mesmo assim, as Alfa Capricornídeas, por suas características de bolas de fogo, têm mais chances de serem percebidas. Já as Delta Aquáridas, mais numerosas, terão sua maioria ofuscada.

Próximos eventos astronômicos

Após o fim de julho, o céu noturno ainda reserva a chuva de meteoros Perseidas, que atinge o pico em 12 de agosto, com até 100 meteoros por hora – e sem a interferência da Lua, já que estará em fase minguante. Portanto, mesmo que as chuvas atuais sejam prejudicadas, agosto promete um espetáculo ainda maior.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar