O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 deve ser votada em plenário até maio. A declaração foi feita em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (26).
Motta detalhou o cronograma: em março, a admissibilidade da PEC tramitará na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); se aprovada, uma comissão especial será criada em abril, e a votação em plenário está prevista para maio. O presidente da Câmara descartou retomar discussões sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro ou instalar uma CPI do Banco Master em 2026.
Ao defender a PEC, Motta comparou a resistência à proposta à oposição histórica a avanços sociais, como a abolição da escravidão e a criação da carteira de trabalho por Getúlio Vargas. Ele afirmou que os críticos da medida agem movidos por interesses financeiros pessoais e lobbies, e que os políticos devem ter visão ampla para superar esses tabus.
O presidente da Câmara também disse que não pretende pautar a anistia neste ano, apesar da pressão da oposição, e que não há data para análise do veto presidencial à dosimetria das penas. Sobre a CPI do Banco Master, Motta alegou que existem 16 CPIs protocoladas e que a ordem cronológica e o limite de cinco investigações simultâneas impedem a abertura imediata.



