O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A decisão integra uma investigação da Polícia Federal que apura crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, sonegação fiscal e evasão de divisas.
Segundo a PF, o esquema envolve a cooptação de estruturas do Estado do Rio para beneficiar o grupo econômico liderado por Ricardo Magro, da Refit/Manguinhos. A investigação aponta o uso de contas de passagem e fundos de investimento para ocultar a origem de recursos ilícitos e reinjetá-los no mercado.
Moraes afirmou que as medidas são imprescindíveis para evitar o desaparecimento de provas. O ministro também destacou a necessidade de prisão para garantir a ordem pública e evitar a reiteração delitiva. Magro teve a prisão preventiva decretada e, por estar fora do país, foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
O grupo possui uma dívida ativa estimada em R$ 52 bilhões. A investigação sugere que a influência política era usada para evitar o pagamento desses débitos e prejudicar concorrentes. Além das buscas, foram determinadas quebra de sigilo bancário e fiscal, bloqueio de bens e oitivas dos envolvidos.



