Governo Central tem déficit primário de R$ 48,178 bi em junho, diz Tesouro
Déficit primário de R$ 48,178 bi em junho, aponta Tesouro

O Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira que o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho. O valor supera as expectativas do mercado e acende um alerta sobre a trajetória das contas públicas. No mesmo período do ano passado, o déficit foi de R$ 27,8 bilhões, indicando uma piora significativa.

Composição do resultado

O resultado negativo foi puxado principalmente pelo aumento das despesas, que cresceram 10% em relação a junho de 2024, enquanto a receita total apresentou crescimento modesto de 2,3%. As despesas obrigatórias, como previdência social e pessoal, continuam a pressionar o orçamento. O Tesouro destacou que o pagamento de precatórios e os gastos com programas sociais também contribuíram para o déficit.

Impacto nas contas públicas

O déficit de junho eleva o acumulado do ano para R$ 120,5 bilhões, equivalente a 1,8% do PIB. A meta fiscal para 2025 é de um déficit de até R$ 200 bilhões, mas, com o resultado atual, o cumprimento da meta torna-se mais desafiador. Especialistas ouvidos pelo jornal avaliam que, se a tendência de arrecadação fraca persistir, o governo precisará contingenciar gastos ainda neste semestre.

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“O resultado de junho mostra que o esforço fiscal precisa ser intensificado. A arrecadação não tem acompanhado o ritmo das despesas”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, em entrevista coletiva. Ele ressaltou que o governo está avaliando medidas para conter o avanço dos gastos.

Reação do mercado

O mercado financeiro reagiu negativamente ao dado. O dólar subiu 0,8% e a Bovespa operou em queda de 0,5% no início da tarde. As taxas dos contratos futuros de juros também avançaram, com o DI para janeiro de 2027 subindo para 13,75% ao ano. Analistas apontam que o aumento do risco fiscal pode tornar mais lento o ciclo de corte da Selic pelo Banco Central.

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