PL registra 13 candidatos com 'Bolsonaro' no nome; PT tem 2 com 'Lula'
PL tem 13 candidatos com 'Bolsonaro' no nome de urna; PT, 2

O Partido Liberal (PL) já registrou 13 candidatos que adotaram a alcunha "Bolsonaro" em seus nomes de urna para as eleições de outubro. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem apenas dois candidatos utilizando "Lula" na mesma condição. Os dados, obtidos pelo blog Lauro Jardim, revelam uma estratégia clara de associação ao ex-presidente Jair Bolsonaro por parte de candidatos do PL, enquanto o PT parece menos inclinado a explorar o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Distribuição dos candidatos do PL

Dos 13 candidatos do PL, a maioria concorre a vagas na Câmara dos Deputados, mas também há postulantes a assembleias legislativas estaduais. O nome "Bolsonaro" aparece como sobrenome eleitoral, uma prática comum para capitalizar a popularidade do ex-presidente. Entre os estados, São Paulo lidera com quatro candidatos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais, com dois cada. Os demais estão distribuídos em outros estados, como Paraná, Santa Catarina e Goiás.

PT e o uso do nome Lula

No PT, os dois candidatos que usam "Lula" no nome de urna disputam vagas na Câmara dos Deputados, um em São Paulo e outro na Bahia. A diferença numérica é notável e pode refletir uma avaliação interna sobre o peso eleitoral do nome do presidente, que, embora ainda popular, talvez não seja tão mobilizador quanto o de Bolsonaro em determinados segmentos do eleitorado.

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Estratégias eleitorais distintas

Segundo cientistas políticos ouvidos pelo blog, a adoção do nome de urna é uma decisão estratégica que visa facilitar o reconhecimento do candidato pelo eleitor. "O nome de urna é um atalho cognitivo. Quando o eleitor vê 'Bolsonaro', ele associa imediatamente a um conjunto de valores e propostas", explica o professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas. Ele acrescenta que a diferença entre os partidos pode indicar que o PL aposta na polarização como ferramenta de mobilização, enquanto o PT busca ampliar o diálogo com eleitores menos identificados com a figura de Lula.

Impacto nas campanhas

O uso do nome do ex-presidente no PL não é novidade. Em 2022, vários candidatos do partido adotaram a mesma tática e obtiveram êxito, especialmente em regiões onde Bolsonaro tem forte aprovação. Para 2026, a estratégia parece ter sido ampliada. Já no PT, a presença de apenas dois candidatos com "Lula" sugere uma orientação partidária de não saturar a imagem do presidente, preservando-a para o uso institucional durante a campanha.

Regras do Tribunal Superior Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que o candidato escolha o nome de urna, desde que não seja uma expressão que possa confundir o eleitor. Nomes de pessoas famosas, como "Bolsonaro" e "Lula", podem ser usados, mas é vedado o uso de expressões que constituam propaganda irregular. Até o momento, nenhum dos registros foi questionado na Justiça Eleitoral.

Próximos passos

As convenções partidárias devem confirmar as candidaturas até agosto, e o registro oficial pode ser feito até setembro. Até lá, o número de candidatos com esses nomes pode mudar. O PL, que é o partido de Bolsonaro, deve manter a estratégia, enquanto o PT pode ainda ajustar sua lista. A expectativa é que a campanha eleitoral deste ano seja marcada por forte polarização, e o nome de urna será uma das ferramentas para reforçar lealdades.

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