Homem inventa assalto para justificar perdas em apostas online em Goiás
Homem inventa assalto para justificar perdas em apostas online

Um homem inventou ter sido vítima de um assalto para justificar perdas em apostas online, segundo a Polícia Civil de Goiás. O caso foi investigado pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (GePatri) de Itumbiara, no sul do estado.

Versão inicial apresentada pelo homem

De acordo com a corporação, o homem procurou a polícia afirmando que estava hospedado em um hotel da cidade quando saiu durante a madrugada para comer e teria sido abordado por dois suspeitos em uma motocicleta. Segundo o relato, os criminosos roubaram o celular dele, exigiram senhas bancárias e fizeram transferências via PIX que somaram mais de R$ 6 mil.

Investigação aponta inconsistências

Segundo o delegado do GePatri de Itumbiara, Irineu Junior, a investigação começou logo após o registro da ocorrência e identificou inconsistências na versão apresentada pelo homem. “Na análise das imagens, foi visto que nenhuma moto o abordou e dá pra ver ao fundo ele dispensando esse telefone”, afirmou.

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Ainda de acordo com o delegado, as imagens mostraram que o homem saiu do hotel e retornou minutos depois alegando ter sido vítima de um roubo. Durante a apuração, os policiais também descobriram que as transferências foram feitas para uma conta vinculada à própria plataforma de apostas utilizada pelo investigado.

“A gente comprovou que ele fez uma transferência da própria conta dele pra uma conta vinculada a essas casas de aposta que só recebe valor num login próprio com o CPF do titular da conta”, explicou o delegado.

Confissão e consequências legais

Após ser confrontado com as provas, o homem confessou que inventou o assalto para tentar justificar os gastos feitos em apostas online, inclusive com valores ligados à empresa onde trabalhava, segundo a Polícia Civil. De acordo com Irineu Junior, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de falsa comunicação de crime. “Ele confessou que tinha gastado esse dinheiro mesmo e simulou o crime”, disse o delegado. O caso deve ser encaminhado ao Poder Judiciário.

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