O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a decisão do ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel a pedido do senador Flávio Bolsonaro, foi interrompido após um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com isso, a liminar que impede a divulgação do levantamento continua em vigor.
Contexto da decisão
No último sábado, Nunes Marques, presidente do TSE em 2026, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu a pesquisa da AtlasIntel, alegando possível indução dos entrevistados. A decisão gerou controvérsia, com a AtlasIntel defendendo a validade de seu método de coleta de dados.
Pedido de vista e próximos passos
Durante a sessão desta segunda-feira, a ministra Estela Aranha pediu vista, adiando a conclusão do julgamento. Enquanto isso, a liminar de Nunes Marques permanece em vigor, impedindo a divulgação dos resultados da pesquisa. A AtlasIntel informou que recorrerá da decisão, sustentando que a metodologia utilizada é transparente e segue os padrões do setor.
O caso reacende o debate sobre a regulação de pesquisas eleitorais e os limites do poder judiciário para intervir em levantamentos de opinião. Especialistas apontam que a decisão pode ter impacto nas eleições de 2026, especialmente se novas suspensões forem concedidas.
Reações políticas
Aliados de Flávio Bolsonaro comemoraram a liminar, afirmando que a pesquisa poderia distorcer a percepção do eleitorado. Já críticos da decisão argumentam que a suspensão fere a liberdade de imprensa e o direito à informação. O presidente do TSE, Nunes Marques, não comentou o pedido de vista.
A expectativa é que o julgamento seja retomado na próxima semana, quando a ministra Estela Aranha apresentará seu voto-vista.



