PF pede 3º inquérito contra Lulinha; defesa diz que ele pode vir ao Brasil
PF pede 3º inquérito contra Lulinha; defesa diz que ele pode vir

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) e já movimenta os bastidores políticos do país. A defesa de Lulinha, por sua vez, afirmou que ele está disposto a vir ao Brasil para prestar depoimento, se necessário.

O que diz o pedido da PF

De acordo com fontes ligadas à investigação, o novo pedido da PF tem como base supostas irregularidades em contratos firmados por empresas ligadas a Lulinha. Os investigadores apontam possíveis indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O pedido foi encaminhado ao ministro relator no STF, que ainda não se manifestou sobre a abertura do inquérito.

Esta é a terceira vez que a PF solicita a abertura de um procedimento investigatório contra o filho do ex-presidente. Os dois primeiros inquéritos já estão em andamento e tratam de temas como tráfico de influência e supostas irregularidades em contratos com empresas de telefonia.

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Defesa de Lulinha se manifesta

Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que ele "sempre esteve à disposição da Justiça" e que "não há qualquer ilegalidade em seus atos". Os advogados ressaltaram ainda que Lulinha pode vir ao Brasil para depor, caso seja convocado. "Ele não tem nada a temer e está disposto a colaborar com as investigações", diz a nota.

A defesa também criticou o que chama de "perseguição política" e afirmou que os pedidos da PF são baseados em "suposições sem fundamento". Os advogados prometem apresentar contestação assim que forem notificados oficialmente.

Contexto político

O caso ganha contornos políticos em um momento em que o ex-presidente Lula é um dos principais nomes para as eleições de 2026. Aliados do ex-presidente veem as investigações como uma tentativa de desgastar a imagem da família. Já a oposição comemora o avanço das apurações e pede transparência total.

Especialistas em direito penal ouvidos pelo GLOBO afirmam que a abertura de um terceiro inquérito não implica, necessariamente, em culpa. No entanto, o acúmulo de investigações pode indicar que a PF está aprofundando as apurações sobre possíveis irregularidades.

Próximos passos

Agora, o STF deve analisar o pedido da PF e decidir se autoriza a abertura do novo inquérito. Caso seja aberto, Lulinha poderá ser convocado para depor. A defesa já sinalizou que ele está disposto a comparecer. A expectativa é de que o caso ganhe novos capítulos nos próximos meses.

Enquanto isso, a opinião pública se divide. Pesquisas recentes mostram que uma parcela significativa da população acompanha o caso com atenção. A situação deve ser monitorada de perto por analistas políticos, que avaliam o impacto das investigações no cenário eleitoral.

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