CNHs suspensas ou cassadas sobem 990% em Campinas em 2025
CNHs suspensas ou cassadas sobem 990% em Campinas

O número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) suspensas ou cassadas na região de Campinas (SP) disparou em 2025, com alta de quase 1.000% em relação ao ano anterior. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), foram registrados 37.409 casos no acumulado do ano, contra 3.432 em 2024.

Números recordes de punições

O levantamento aponta que, em 2025, houve 8.352 cassações e 29.057 suspensões na área que abrange 25 municípios, incluindo Campinas, Americana, Hortolândia, Indaiatuba, Limeira, Sumaré e Valinhos. No ano passado, os números eram bem menores: 1.457 cassações e 1.975 suspensões.

De acordo com o Detran-SP, o aumento expressivo se deve à mudança no prazo para abertura de processos administrativos, que caiu de cinco anos para 360 dias. A medida agilizou a análise de infrações e ampliou o alcance das punições.

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Especialista orienta motoristas

O advogado especialista em trânsito André Bertucci recomendou que os condutores acompanhem a situação da CNH regularmente, de preferência a cada 15 dias. Ele ressaltou que as penalidades têm caráter educativo.

"O código de trânsito foi feito com a intenção principal de corrigir as condutas das pessoas. Então, toda vez que é aplicada uma pena, a finalidade dessa pena é que a pessoa se corrija e não cometa mais os mesmos erros", afirmou Bertucci.

Primeiro semestre de 2025 já supera 2024

Somente no primeiro semestre de 2025, foram contabilizadas 1.493 cassações e 4.739 suspensões, totalizando 6.232 casos. O Detran projeta que 2026 também terá números elevados, mantendo a tendência de alta em comparação a 2024.

Infrações que levam à suspensão ou cassação

Diversos comportamentos de risco podem resultar na suspensão ou cassação do direito de dirigir, como embriaguez ao volante, excesso de velocidade e participação em rachas. Dirigir com o documento suspenso é infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 880, apreensão do veículo e, em casos de acidente grave, detenção de até um ano.

Motoristas que discordarem das penalidades podem recorrer administrativamente junto ao Detran para tentar anular a punição.

Caso de imprudência fatal

O jovem Vitor Soares Bolani, de 21 anos, morreu em outubro de 2025 após a motocicleta dele ser atingida por um carro no anel viário de Piracicaba (SP). De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a motorista dirigia com a CNH suspensa por envolvimento em um acidente anterior.

Viviane Cristina Soares Bolani, mãe de Vitor, relatou que a condutora já havia atingido outra motocicleta três anos antes. "Enquanto ele está em um cemitério, ela está curtindo a vida dela, ela está vivendo e ela fala por aí que ela só se envolveu no acidente. Isso me revolta", desabafou.

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