A cúpula do Partido Liberal (PL) avalia como irreversível a inelegibilidade do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o partido mantém sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, mas como suplente, e a definição final deve ocorrer até setembro, antes das eleições.
Condenação e contexto judicial
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF em junho de 2026 por coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal. A pena de 4 anos e 2 meses, em regime semiaberto, tornou-o inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, que impede candidaturas de condenados por órgão colegiado. O ex-deputado, que atualmente reside nos Estados Unidos, ainda pode recorrer, mas a cúpula do PL considera a situação jurídica praticamente irreversível para o pleito de 2026.
Estratégia do PL: suplência e substitutos
O PL, no entanto, mantém Eduardo como pré-candidato ao Senado, mas na condição de suplente. A estratégia é garantir que, caso a inelegibilidade seja confirmada, o partido tenha tempo hábil para substituí-lo. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que "a decisão final depende do término dos trâmites judiciais, previsto para setembro". Enquanto isso, o partido busca nomes para a vaga principal, e Eduardo já anunciou o deputado estadual André do Prado como seu "candidato substituto" ao Senado.
Impacto político e próximos passos
A situação de Eduardo Bolsonaro gera incertezas no cenário político paulista. Se a inelegibilidade for mantida, o PL terá que definir um novo candidato titular ao Senado, com André do Prado como favorito. Eduardo, porém, ainda pode optar por abrir mão da vaga de suplente, o que aceleraria o processo. A cúpula do PL trabalha com a expectativa de que todos os recursos sejam esgotados até o início de setembro, permitindo que a chapa seja registrada dentro do prazo eleitoral.



