As franquias de alimentação continuam entre as mais procuradas no Brasil, representando cerca de 30% do total de unidades franqueadas no país. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de alimentação faturou aproximadamente R$ 60 bilhões em 2025, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.
Por que as franquias de alimentação atraem investidores?
Segundo especialistas, a resiliência do setor é um dos principais atrativos. “A alimentação é uma necessidade básica, o que garante demanda constante, mesmo em períodos de crise econômica”, afirma João Paulo Silva, consultor de franquias. Além disso, a diversidade de segmentos — como fast food, culinária saudável, sorveterias e cafeterias — permite que investidores encontrem opções que se adequam a diferentes perfis e orçamentos.
Perfil do investidor em franquias de alimentação
Dados da ABF indicam que 60% dos novos franqueados são empreendedores individuais, enquanto 40% são grupos empresariais. O ticket médio de investimento varia entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, dependendo da marca e do modelo de negócio. “As franquias de alimentação oferecem um bom retorno sobre o investimento, com prazo médio de retorno de 18 a 36 meses”, explica Silva.
Desafios e tendências do setor
Apesar da alta procura, o setor enfrenta desafios como a inflação de insumos e a escassez de mão de obra qualificada. “A gestão de custos e a capacitação de equipes são cruciais para o sucesso”, destaca Silva. As tendências incluem a digitalização dos pedidos e a adoção de modelos de delivery, que ganharam força após a pandemia. Marcas que investem em tecnologia e experiência do cliente tendem a se destacar.
Regiões com maior crescimento
As regiões Sudeste e Nordeste lideram a expansão, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. “O Nordeste tem se mostrado um mercado promissor, com aumento de 15% no número de unidades nos últimos dois anos”, aponta o consultor. A ABF projeta que o setor de franquias de alimentação continue crescendo entre 5% e 7% ao ano até 2028.



