O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) ao citar a proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de criar um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições.
Resultados da pesquisa Genial/Quaest
Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece em 2º lugar nas intenções de voto para o primeiro turno, com 28%, a 12 pontos percentuais de distância do primeiro colocado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que detém 45%. No segundo turno, Lula passou de 44% para 45% das intenções de voto, enquanto o senador manteve o patamar de 37%, elevando a distância para oito pontos.
Reação de Flávio Bolsonaro
Em publicação nas redes sociais, Flávio elogiou a proposta de Nunes, afirmando que “talvez se ele [selo de acerto] já existisse, [institutos] teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest”. O senador ironizou o resultado: “Ela [Genial/Quaest] deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado”, concluiu.
Contexto da pesquisa
O resultado da pesquisa foi captado após Flávio Bolsonaro participar de uma audiência nos Estados Unidos para tentar livrar o Brasil das possíveis sanções, confirmadas nesta manhã pelo país norte-americano.
Detalhes do selo de acurácia
Proposto pelo ministro e presidente do TSE, Nunes Marques, o “selo de acurácia” para institutos de pesquisa seria destinado às empresas com maior taxa de acerto dos resultados no pleito vigente. Caso seja aceito, o selo seria entregue após o segundo turno das eleições. Para determinar quem teria acesso ao selo, a avaliação consideraria somente as pesquisas realizadas nos sete dias que antecedem o pleito e no dia das eleições.
Pela proposta, seriam excluídas as empresas que tiverem sido condenadas por irregularidades graves durante o ano eleitoral. A medida poderia afetar o Instituto Atlas/Intel, que teve sua pesquisa para presidente realizada em junho suspensa após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.



