O dono da casa noturna Bahamas, localizada na zona sul de São Paulo, foi condenado a 11 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença foi proferida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Capital.
Detalhes da condenação
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o empresário utilizava a casa noturna para movimentar valores provenientes de atividades ilícitas, totalizando aproximadamente R$ 200 milhões. A investigação apontou que o esquema envolvia a simulação de vendas de ingressos e consumo de bebidas para justificar a entrada de dinheiro.
Além da pena de prisão, o juiz determinou a perda de bens e valores em favor da União, no montante de R$ 50 milhões. A defesa do empresário informou que irá recorrer da decisão.
Investigação e provas
A operação, batizada de "Noite Suja", foi deflagrada em 2019 e contou com a participação da Polícia Civil e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). As investigações revelaram que o dono do Bahamas utilizava laranjas e empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro.
Segundo o promotor responsável pelo caso, "as provas colhidas durante a investigação demonstraram de forma inequívoca a participação do réu em um esquema de lavagem de dinheiro de grande vulto".
Impacto e repercussão
A condenação é considerada um marco no combate à lavagem de dinheiro no Estado de São Paulo. A casa noturna Bahamas foi interditada e teve seu alvará cassado. O caso serve de alerta para outros estabelecimentos que possam estar envolvidos em práticas semelhantes.



