Flávio Bolsonaro propõe zona de livre comércio Brasil-EUA e critica Lula
Flávio Bolsonaro propõe zona de livre comércio Brasil-EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs a criação de uma zona de livre comércio entre o Brasil e os Estados Unidos durante uma transmissão ao vivo pelo YouTube. Na ocasião, ele também relatou detalhes de sua participação na audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), organizada para discutir a hipótese de um novo tarifaço, e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “lamber as botas da China”.

Proposta de acordo comercial

Durante a live, Flávio mencionou o Nafta, o antigo acordo de livre comércio da América do Norte, que desde 2018 passou a ser denominado USMCA. O senador defendeu uma nova atualização do bloco comercial para incluir o Brasil e disse que, caso eleito, pretende levar a proposta através de sua “equipe técnica” para ser discutida junto ao governo americano.

“Ao invés do antigo NAFTA, a gente pode cortar essa letrinha ‘N’ e passar a usar o Afta, o Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode sim se incluir. As nossas economias, EUA e Brasil, são complementares. A gente tem uma avenida de oportunidade para trazer investimentos americanos para cá”, disse Flávio.

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Críticas ao governo Lula

Na transmissão, o senador acusou a gestão Lula de “colocar a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro” e “a todo momento, taca pedra nos EUA e lambe as botas da China”. Flávio também afirmou que foi aos EUA para proteger o Brasil “das tarifas e do Lula” ao relatar sua participação na audiência do USTR.

Como mostrou o GLOBO, nos cinco minutos que teve para se pronunciar, Flávio fez um discurso político, com ataques ao governo e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pré-candidato teria reforçado o tom do dossiê de 86 páginas enviado anteriormente ao governo americano, em que dizia que havia um “erro de timing” na aplicação das novas tarifas aos produtos brasileiros, diante da proximidade da eleição presidencial.

Escândalos e defesa do Pix

Em paralelo, o parlamentar citou escândalos de corrupção no país, mencionando o mensalão, o suposto envolvimento do filho do presidente Lula em fraudes relacionadas a descontos de beneficiários do INSS e o Banco Master. Flávio também teria defendido o Pix, atribuindo a criação a uma medida do governo Bolsonaro.

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