Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que o Partido dos Trabalhadores (PT) lidere o enfrentamento contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A estratégia busca preservar o presidente de possíveis desgastes às vésperas da eleição, enquanto o governo adota um discurso mais duro contra o crime.
Aprovação na CCJ
A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados com o apoio da oposição e do Centrão. A proposta agora segue para uma comissão especial, onde será discutida em detalhes e poderá sofrer alterações antes de ir a plenário.
Resistência interna
Dentro do governo, a medida enfrenta resistência de setores que defendem a manutenção da maioridade penal nos 18 anos. Aliados de Lula argumentam que o PT deve assumir a liderança da oposição à PEC para evitar que o presidente seja diretamente associado a uma pauta impopular entre parte do eleitorado.
A decisão de colocar o partido na linha de frente também visa fortalecer a base governista e mobilizar a militância contra o que consideram um retrocesso nos direitos humanos. A discussão promete acirrar os ânimos no Congresso e nas ruas, especialmente em um ano eleitoral.



