Temor do STF pesa na escolha de Bolsonaro ao Senado no RJ
Temor do STF pesa na escolha de Bolsonaro ao Senado

A escolha do candidato de Jair Bolsonaro ao Senado pelo Rio de Janeiro está sendo fortemente influenciada pelo temor de reações do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo fontes próximas ao ex-presidente, a decisão final levará em conta o histórico de cada postulante e a possibilidade de gerar novos conflitos com a Corte.

Principais nomes na disputa

Dois nomes são os mais cotados para receber o apoio de Bolsonaro: o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o também deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Ambos são aliados históricos do ex-presidente e têm atuação destacada na oposição ao governo Lula. No entanto, a relação de cada um com o STF é um fator determinante.

Carlos Jordy

Jordy é conhecido por seus discursos mais agressivos contra o STF e os ministros da Corte. Ele já foi alvo de investigações e críticas por parte do Judiciário, o que aumenta a preocupação de Bolsonaro com possíveis retaliações. Apoiadores de Jordy argumentam que seu perfil combativo é justamente o que o eleitorado conservador deseja.

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Sóstenes Cavalcante

Sóstenes, por outro lado, tem um tom mais moderado em relação ao STF, embora também seja crítico. Sua atuação na Câmara é voltada para pautas religiosas e conservadoras, mas sem confrontos diretos com o Judiciário. Isso o torna uma opção menos arriscada para Bolsonaro, que busca evitar novos desgastes.

O peso do STF na decisão

O ex-presidente tem monitorado de perto as movimentações do STF em relação a seus aliados. A prisão de alguns apoiadores e as investigações em curso contra parlamentares da oposição geraram um clima de cautela. Bolsonaro quer um candidato que possa fazer oposição sem expor o grupo a riscos jurídicos.

Além disso, a escolha terá impacto direto na composição da bancada bolsonarista no Senado. Atualmente, o PL busca ampliar sua representação na Casa, e o Rio de Janeiro é um estado estratégico. A decisão final deve ser anunciada nas próximas semanas, após consultas a aliados e análise do cenário político.

Enquanto isso, os dois deputados seguem em campanha informal, buscando apoio de lideranças locais e nacionais. A disputa interna promete acirrar os ânimos entre as facções do bolsonarismo no estado.

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