PL triplica fundo eleitoral; Flávio e Lula concentram 1/3 dos recursos
PL triplica fundo eleitoral; Flávio e Lula têm 1/3

O fundo eleitoral no Brasil atingiu R$ 4,9 bilhões, e o Partido Liberal (PL) triplicou sua fatia nos últimos quatro anos. Juntos, PL e PT concentram quase um terço dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais, segundo análise recente.

Concentração de recursos

Sete partidos políticos, incluindo as legendas do Centrão, dominam mais de 70% do montante total disponibilizado. Essa concentração impõe um desafio adicional às agremiações menores, que lutam para sobreviver em um cenário de desigualdade financeira.

Distribuição favorece grandes legendas

A distribuição dos recursos do fundo eleitoral favorece as siglas com maior representação na Câmara dos Deputados. Partidos tradicionais, como o PSDB, viram seus recursos diminuírem significativamente, enquanto o PL e o PT ampliaram suas fatias.

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O PL, que recebeu cerca de R$ 500 milhões em 2022, passou a contar com aproximadamente R$ 1,5 bilhão para a próxima eleição. Já o PT terá cerca de R$ 1,2 bilhão, somando quase um terço do total de R$ 4,9 bilhões.

Impacto sobre partidos menores

Para partidos como Novo, PSOL e Rede, a fatia do fundo é insuficiente para campanhas competitivas. Eles dependem de doações e de estratégias digitais para compensar a falta de recursos.

A situação levanta debates sobre a necessidade de reformas no sistema eleitoral, com propostas de limitar o valor do fundo ou alterar os critérios de distribuição para garantir maior equilíbrio entre as legendas.

Enquanto isso, a corrida eleitoral já começa com vantagem para os grandes partidos, que podem investir mais em propaganda, estrutura e cabos eleitorais.

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