O governo Trump anunciou um corte de bilhões de dólares em verbas para pesquisa científica, atingindo diretamente agências como a Fundação Nacional da Ciência (NSF) e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH). A medida, que inclui a demissão de centenas de funcionários, foi classificada por especialistas como um ataque sem precedentes à infraestrutura científica dos Estados Unidos.
Detalhes dos cortes e demissões
O orçamento proposto para 2026 prevê uma redução de 30% nos recursos da NSF, o que representa cerca de US$ 2,5 bilhões a menos. No NIH, a diminuição é de 20%, ou US$ 6 bilhões. Além disso, 1.200 funcionários da NSF e 1.500 do NIH foram demitidos ou colocados em licença não remunerada. Segundo a diretora interina da NSF, Diane Souvaine, 'essas demissões comprometem a capacidade de revisar e financiar projetos inovadores que impulsionam a economia e a saúde pública'.
Impacto na pesquisa e inovação
Universidades e centros de pesquisa em todo o país já relatam a paralisação de estudos em áreas como inteligência artificial, mudanças climáticas e doenças raras. O presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), Sudip Parikh, afirmou: 'Estamos testemunhando um desmonte sistemático do sistema de pesquisa que tornou os EUA líderes globais. As consequências serão sentidas por décadas'.
Reações da comunidade científica
Mais de 150 sociedades científicas publicaram uma carta aberta condenando as medidas. O documento, assinado por entidades como a Sociedade Americana de Física e a Associação de Universidades Americanas, alerta que os cortes 'enfraquecem a segurança nacional e a competitividade econômica'. A cientista política da Universidade de Harvard, Sheila Jasanoff, disse à revista Science: 'É um prego no caixão da ciência nos EUA. A mensagem é clara: o conhecimento não é prioridade'.
Consequências de longo prazo
Além da perda de talentos, a redução de investimentos ameaça a formação de novas gerações de cientistas. Dados da NSF mostram que o número de bolsas de pós-doutorado diminuiu 40% desde o início do governo Trump. Especialistas temem uma fuga de cérebros para países como China e Alemanha, que aumentaram seus orçamentos de pesquisa em 15% e 10%, respectivamente, no mesmo período.



