Presidente desperdiça campanha e deixa adversário crescer, diz coluna
Presidente desperdiça campanha, diz coluna

Em sua coluna no jornal O Globo, o jornalista Elio Gaspari critica a postura do presidente durante a campanha eleitoral, afirmando que ele está desperdiçando a oportunidade de apresentar suas propostas e conquistar o eleitorado. Segundo Gaspari, enquanto o presidente se limita a ataques e promessas vagas, o principal adversário aproveita o vácuo para crescer nas pesquisas e dominar o debate público.

Falta de propostas concretas

O colunista ressalta que a campanha presidencial deveria ser o momento de detalhar planos de governo, mas o atual ocupante do Planalto tem evitado entrar em temas complexos, como economia e reformas. Em vez disso, prefere discursos curtos e confrontos diretos com a imprensa e adversários. Essa estratégia, avalia Gaspari, tem custado caro: pesquisas recentes mostram que a rejeição ao presidente aumentou, enquanto a aprovação do rival subiu.

Dados citados na coluna indicam que a diferença entre os dois candidatos caiu de 15 para 5 pontos percentuais em menos de um mês. O presidente, que liderava com folga, agora vê o cenário de segundo turno se aproximar. Para Gaspari, isso é resultado direto da falta de uma comunicação clara e objetiva com o eleitor.

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Oportunidade perdida

O jornalista lembra que o presidente tem uma máquina pública à disposição e um palanque privilegiado, mas não tem usado esses recursos para apresentar um projeto de futuro. "Ele prefere o atalho da polêmica, mas isso não constrói base eleitoral sólida", escreve. Gaspari cita exemplos de gestos que seriam bem recebidos, como anunciar medidas concretas para a geração de empregos ou para a saúde pública, mas que ficam apenas no discurso.

A coluna também menciona que a oposição, por outro lado, tem se beneficiado do desgaste do governo. O adversário, segundo o texto, tem aparecido em programas de televisão e redes sociais com propostas específicas, o que tem atraído eleitores indecisos. "Enquanto o presidente fala de si, o outro fala do país", resume Gaspari.

Impacto na reta final

Com a aproximação do primeiro turno, a tendência é que o cenário se torne ainda mais competitivo. Gaspari alerta que, se o presidente não mudar sua estratégia rapidamente, pode não apenas perder a liderança, mas também comprometer sua governabilidade em um eventual segundo mandato. "Uma campanha fraca enfraquece o mandato", conclui.

A coluna termina com um apelo para que o presidente volte a falar com o eleitor comum, ouvindo suas demandas e apresentando respostas claras. "O Brasil não precisa de um presidente que só sabe atacar; precisa de um que saiba governar", finaliza Gaspari.

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