A Polícia Federal (PF) afirmou que Willer Tomaz atuava como um "hub financeiro" do senador Weverton Rocha (PDT-MA), conforme relatório obtido pelo Valor. A informação consta em investigação que apura suposto esquema de desvio de recursos públicos no Maranhão.
O papel de Willer Tomaz no esquema
Segundo a PF, Willer Tomaz era responsável por centralizar repasses e pagamentos de propinas, atuando como um intermediário financeiro entre o senador e outros envolvidos. A investigação aponta que ele movimentava valores por meio de contas bancárias e empresas de fachada.
Os investigadores destacam que Tomaz tinha acesso direto a contas ligadas ao senador e realizava operações financeiras que ocultavam a origem dos recursos. A PF também encontrou indícios de que ele utilizava criptomoedas para dificultar o rastreamento dos valores.
Esquema de desvio de recursos
A operação, deflagrada em julho, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e a Tomaz. Até o momento, foram apreendidos documentos, celulares e computadores que serão analisados pela perícia.
De acordo com o relatório, o esquema envolvia a contratação de empresas fictícias para superfaturar serviços prestados a órgãos públicos. O senador Weverton Rocha nega as acusações e afirma que não tem envolvimento com as irregularidades.
Impacto político e jurídico
O caso ganhou repercussão nacional e pode gerar abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), já que o senador possui foro privilegiado. A defesa de Rocha diz que irá colaborar com as investigações e que as acusações são infundadas.
Especialistas ouvidos pelo Valor apontam que a atuação de "hub financeiro" é uma prática comum em esquemas de corrupção, pois facilita a lavagem de dinheiro e a ocultação de beneficiários finais.
Até o fechamento desta edição, a PF não havia divulgado novos detalhes sobre os valores envolvidos ou sobre a participação de outros políticos.



