Pague Menos sobe 6% após lucro de R$73,6 mi no 2º tri
Pague Menos sobe 6% após lucro de R$73,6 mi no 2º tri

As ações da Pague Menos (PGMN3) operavam em forte alta nesta terça-feira, 4 de agosto, com valorização superior a 6%, impulsionadas pela divulgação, na véspera, de um lucro líquido ajustado de R$73,6 milhões no segundo trimestre, o que representa um crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho financeiro e operacional

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) também apresentou avanço expressivo, crescendo 15,4% e totalizando R$281,7 milhões. A margem Ebitda melhorou de 6,1% para 6,5%, conforme os dados do balanço divulgado pela companhia.

Por volta das 11h10, os papéis da varejista farmacêutica subiam 6,15%, cotados a R$3,45, figurando entre os melhores desempenhos do índice Small Caps, que registrava alta de 0,1%. Na máxima do dia até aquele momento, as ações chegaram a R$3,50, o que representava um ganho de 7,69%.

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Análise de especialistas

Os analistas da XP Investimentos avaliaram que a Pague Menos apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com uma desaceleração no crescimento da receita, mas ainda mantendo níveis saudáveis de expansão. Em relatório enviado a clientes, a equipe destacou a disciplina financeira da empresa.

“A companhia conseguiu entregar uma margem Ebitda recorde, sustentada por uma gestão disciplinada das despesas com vendas, gerais e administrativas e por uma alavancagem operacional relevante”, afirmaram os analistas.

Indicadores operacionais

No que diz respeito aos indicadores operacionais, a venda média mensal por loja foi de R$856 mil, registrando uma expansão de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o crescimento das vendas em mesmas lojas, que considera apenas os pontos abertos há pelo menos 12 meses, apresentou uma desaceleração significativa.

O indicador caiu de 18,1% no segundo trimestre de 2025 para 8% no segundo trimestre de 2026, refletindo uma base de comparação mais elevada e um cenário de normalização do consumo no setor farmacêutico.

Perspectivas e contexto de mercado

O desempenho positivo das ações da Pague Menos ocorre em meio à temporada de balanços do segundo trimestre na Bolsa brasileira, que tem chamado a atenção de investidores para oportunidades em diferentes setores. A rede de farmácias, uma das maiores do país, tem focado em eficiência operacional e expansão controlada.

Os resultados reforçam a percepção de que a companhia está conseguindo equilibrar crescimento com rentabilidade, mesmo diante de um ambiente de consumo mais moderado. A gestão da empresa tem priorizado a otimização de despesas e o aumento da produtividade das lojas existentes.

Com a alta desta terça-feira, as ações da Pague Menos acumulam valorização relevante no ano, embora ainda negociem a preços considerados atrativos por parte dos analistas, que veem potencial de reavaliação caso a empresa mantenha a trajetória de melhora de margens.

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