A renovação da licença de operação da refinaria Refit, antiga Manguinhos, tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal. O caso ocorre após mudanças na estrutura ambiental do governo do Rio de Janeiro, lideradas pelo ex-governador Cláudio Castro. Trocas estratégicas foram feitas antes da aprovação, apesar de questionamentos técnicos.
Mudanças na área ambiental
De acordo com a investigação, a licença da Refit saiu após uma série de nomeações no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e na Secretaria de Ambiente. Secretário, presidente do Inea e diretores foram nomeados um mês e meio antes da autorização que agora é questionada pela Justiça. Um grupo de trabalho da nova gestão analisa os documentos relacionados ao caso.
Rompimento com Pampolha
A renovação da licença ocorreu na esteira do rompimento de Castro com Thiago Pampolha, que foi exonerado da Secretaria de Ambiente. A reunião que aprovou a licença foi criticada por falta de rigor na análise dos impactos ambientais, o que gerou suspeitas de irregularidades.
A Polícia Federal agora investiga se houve favorecimento ou omissão na concessão da licença, que permite a operação da refinaria em condições que podem representar riscos ao meio ambiente.



