Mobiliza retira pré-candidatura de Cabo Daciolo à Presidência
Mobiliza retira pré-candidatura de Cabo Daciolo

O partido Mobiliza anunciou nesta terça-feira (4) que não terá candidato próprio à Presidência da República nas eleições de 2026, retirando oficialmente a pré-candidatura do ex-deputado federal Cabo Daciolo (RJ). A decisão, comunicada por meio de nota oficial, encerra a tentativa do pastor de disputar o Palácio do Planalto pela legenda, oito anos após sua primeira candidatura presidencial.

Partido nega respaldo institucional à candidatura

Na nota, o Mobiliza afirmou que, em nenhum momento, confirmou oficialmente uma candidatura presidencial própria. Segundo a sigla, as manifestações públicas de Daciolo ocorreram por iniciativa exclusiva do ex-parlamentar e não representavam uma posição institucional do partido. A legenda destacou que a pré-candidatura foi tratada como um movimento pessoal do ex-deputado, que vinha fazendo campanha nas redes sociais desde que se filiou ao Mobiliza, em abril deste ano.

A decisão frustra os planos de Daciolo, que havia intensificado sua presença digital e participado de eventos partidários como pré-candidato. O ex-deputado, conhecido por seu discurso de forte apelo religioso e conservador, ganhou projeção nacional em 2018, quando terminou a eleição presidencial em sexto lugar, com aproximadamente 1,3 milhão de votos.

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Reação de Daciolo e contexto político

Horas antes do anúncio oficial do partido, Daciolo publicou um vídeo em seu perfil no Instagram classificando a decisão como uma “decepção muito grande”. A publicação, no entanto, foi apagada pouco depois, sem maiores explicações. A atitude do ex-deputado reforça o clima de insatisfação com a postura da legenda, que preferiu não entrar na corrida presidencial.

O cenário político para 2026 já conta com outras definições importantes. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, escolheu o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice em sua chapa, fechando a composição do Novo para o Planalto. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue em negociações, com o candidato Flávio Bolsonaro manifestando preferência por Daniella Marques, mas deixando a decisão final para 15 de agosto.

Impacto da decisão

A retirada de Daciolo reduz o leque de opções para o eleitorado conservador e religioso, que viu no ex-deputado uma alternativa de representação. Especialistas apontam que a decisão do Mobiliza pode redirecionar esses votos para outros candidatos de perfil semelhante, como os do PL ou do Novo, dependendo das alianças que forem fechadas até o registro das chapas.

Com a decisão, o Mobiliza concentrará esforços em candidaturas proporcionais e estaduais, buscando fortalecer sua bancada no Congresso Nacional. A legenda, que enfrenta desafios para consolidar sua estrutura partidária, vê na ausência de uma candidatura presidencial uma forma de focar recursos e estratégias em disputas locais.

A notícia também gerou reações nas redes sociais, onde apoiadores de Daciolo manifestaram decepção e cobraram explicações do partido. O ex-deputado, por sua vez, não se pronunciou oficialmente após a exclusão do vídeo, mas deve se manifestar nos próximos dias sobre os próximos passos de sua trajetória política.

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