Grupo planejava atentados nas eleições com mapas e manual de explosivos
Grupo planejava atentados com mapas e explosivos

A Polícia Federal (PF) encontrou, na residência de um dos investigados por planejar atentados durante as eleições de outubro, mapas detalhados de prédios públicos em Brasília e um manual de fabricação de explosivos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, e acendeu alerta máximo nas autoridades.

O que foi encontrado

Durante busca e apreensão em um endereço ligado ao grupo, os agentes apreenderam documentos com plantas baixas de edifícios como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os mapas continham anotações sobre possíveis rotas de fuga e pontos de vulnerabilidade.

Além dos mapas, foi encontrado um manual detalhado de fabricação de explosivos caseiros, com instruções sobre ingredientes e detonação. O material estava armazenado em um pen drive, junto com vídeos de treinamento em táticas de guerrilha urbana.

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Investigação em curso

De acordo com a PF, o grupo é investigado por supostamente planejar ataques coordenados para desestabilizar o processo eleitoral. As ações incluiriam explosões em pontos estratégicos e sequestros de autoridades. A investigação tenta estabelecer conexões com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Há indícios claros de que esses indivíduos pretendiam agir de forma violenta para interferir no resultado das urnas. Estamos trabalhando intensamente para impedir qualquer ação”, afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva.

Impacto e medidas preventivas

A descoberta levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a reforçar o esquema de segurança para as eleições. Serão utilizados detectores de metais e câmeras de reconhecimento facial em pontos críticos. Além disso, a PF ampliou o monitoramento de grupos extremistas nas redes sociais.

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a apreensão é um duro golpe contra o planejamento de atos terroristas. “A prevenção é fundamental. A PF demonstrou eficiência ao interceptar o material antes que qualquer ação fosse executada”, comentou o analista de segurança pública, Carlos Nogueira.

Até o momento, cinco pessoas foram presas preventivamente, e outras duas são procuradas. A Justiça Federal decretou sigilo nas investigações para não atrapalhar os trabalhos.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de endurecer leis contra o terrorismo doméstico. Projetos de lei que aumentam penas para esse tipo de crime tramitam no Congresso e devem ganhar urgência após essa revelação.

A PF orienta a população a denunciar qualquer atividade suspeita pelo número 190 ou pelo Disque Denúncia 181. As eleições estão marcadas para 4 de outubro, e as autoridades garantem que o pleito ocorrerá com segurança.

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