Edinho Silva defende Jaques Wagner após operação da PF
Edinho Silva defende Jaques Wagner após operação da PF (16.07.2026)

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, que apura supostas ligações entre o parlamentar e o Banco Master. Em declaração pública, Edinho Silva afirmou que Wagner é um motivo de orgulho para o partido e que confia em sua inocência.

Operação Compliance Zero atinge senador

A operação, deflagrada na última terça-feira, investiga possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e agentes públicos. Jaques Wagner é um dos alvos, tendo seu gabinete e residência vasculhados pela PF. O senador nega qualquer envolvimento ilícito e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Edinho Silva declarou: "Jaques Wagner é um quadro histórico do PT, um homem íntegro que sempre serviu ao Brasil. Essa operação não diminui em nada sua trajetória; pelo contrário, temos orgulho de tê-lo em nossos quadros."

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Pesquisa mostra impacto na campanha de Lula

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana revela que 43% dos entrevistados veem o caso como uma questão institucional do governo Lula, enquanto 61% acreditam que Wagner agiu de forma errada. O levantamento também aponta que a investigação pode impactar negativamente a campanha de reeleição do presidente Lula, que enfrenta um cenário político já polarizado.

Para o cientista político Antônio Lavareda, a situação é delicada: "Qualquer investigação envolvendo aliados próximos ao presidente gera desgaste, especialmente em ano eleitoral. O PT precisa gerenciar essa crise com transparência para minimizar danos."

Defesa de Wagner e reações

A defesa de Jaques Wagner classificou a operação como um ato de perseguição política e afirmou que todas as provas serão apresentadas para demonstrar a legalidade de suas ações. O senador tem se reunido com líderes do partido para alinhar a estratégia de comunicação e jurídica.

Enquanto isso, a oposição aproveita o episódio para criticar o governo. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que "mais uma vez o PT se enrola em suspeitas de corrupção. O Brasil não aguenta mais esse tipo de notícia."

Números da pesquisa Genial/Quaest

Além dos 61% que consideram a conduta de Wagner errada, a pesquisa aponta que 55% dos entrevistados acompanharam o noticiário sobre a operação. Entre os que conhecem o caso, 47% avaliam que as investigações são justas e necessárias, enquanto 38% as consideram motivadas por interesses políticos.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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