A Copa do Mundo de 2026 já movimenta a política brasileira, com os principais pré-candidatos à Presidência disputando o simbolismo da seleção canarinho. Lula e Flávio Bolsonaro, nomes fortes nas pesquisas, tentam vincular suas imagens à camisa verde e amarela, apostando em um discurso patriótico para conquistar eleitores.
Estratégias de campanha
Enquanto Flávio Bolsonaro reforça a ligação histórica do bolsonarismo com a seleção, usando as cores nacionais e jingles que exaltam a pátria, Lula busca romper essa associação exclusiva. O ex-presidente adotou um tom mais ufanista, participando de eventos com a camisa canarinho e destacando seu amor pelo Brasil. A Copa é vista como uma oportunidade única para engajar o eleitorado em meio à euforia do torneio.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada recentemente indica que a estratégia de Lula tem surtido efeito: 47% dos eleitores o consideram mais patriota, contra 38% de Flávio. Os números mostram que a disputa pelo simbolismo da seleção pode influenciar a percepção pública.
Outros pré-candidatos
Além da dupla, outros pré-candidatos tentam capitalizar o Mundial. Ciro Gomes, Simone Tebet e Felipe d'Avila também buscam espaço, mas com menos destaque. Eles organizam eventos paralelos aos jogos e tentam usar o clima de festa para ganhar visibilidade. No entanto, o impacto político da Copa ainda é incerto, e especialistas alertam que a euforia pode não se traduzir em votos.
A disputa promete esquentar à medida que a seleção avança no torneio. Enquanto isso, Lula e Flávio seguem em uma guerra simbólica, cada um tentando provar que é o verdadeiro representante do patriotismo brasileiro.



