A Confederação Nacional de Municípios (CNM) manifestou forte crítica aos Três Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – pela aprovação de medidas que elevam os gastos das prefeituras sem a devida previsão de fontes de financiamento. A declaração foi feita pelo presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, que alertou para o impacto acumulado de cerca de 300 projetos em tramitação no Congresso Nacional, cujo custo potencial pode atingir R$ 260 bilhões.
Pressão sobre os orçamentos municipais
Entre as propostas que mais preocupam os gestores municipais estão a aposentadoria especial para agentes de saúde e o aumento do piso salarial dos médicos. Essas iniciativas, embora meritórias, não são acompanhadas de recursos adicionais para os municípios, que já enfrentam dificuldades para manter serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Riscos para os serviços públicos
Ziulkoski destacou que, sem o devido financiamento, as prefeituras serão obrigadas a cortar investimentos ou reduzir a qualidade dos serviços prestados à população. A situação é agravada pelo fato de que muitos municípios já operam com orçamentos apertados, dependendo fortemente de transferências federais e estaduais.
A CNM defende que qualquer nova despesa imposta aos municípios deve vir acompanhada de mecanismos claros de compensação financeira, seja por meio de aumento de repasses, criação de novas fontes de receita ou redução de encargos. A entidade promete continuar acompanhando de perto as votações no Congresso e cobrando dos Poderes uma postura mais responsável em relação ao pacto federativo.



