Ibama fecha movelaria que usava madeira ilegal de terras indígenas no MA
Ibama fecha movelaria com madeira ilegal de terras indígenas

Operação conjunta combate exploração ilegal de madeira

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fechou uma movelaria clandestina no município de Centro Novo do Maranhão. O estabelecimento utilizava madeira retirada ilegalmente de terras indígenas para fabricar coronhas e outras peças de armas de fogo. A ação foi realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Polícia Ambiental, durante uma operação de combate à exploração ilegal de madeira na região.

Material usado em atividades criminosas

Durante a fiscalização, os agentes identificaram que a movelaria não possuía comprovação da origem da madeira utilizada. As peças fabricadas, incluindo coronhas de armas, levantam suspeitas de que o material fosse destinado a atividades criminosas, como crimes ambientais em áreas protegidas. O proprietário foi autuado pelas irregularidades encontradas.

Espécies ameaçadas retiradas de áreas protegidas

Segundo o Ibama, as espécies mais utilizadas pela movelaria eram cedro, roxinho e andiroba, que são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense. O analista ambiental do Ibama, Givanildo Lima, afirmou que a exploração ilegal dessas espécies tem sido frequente na região. "O que temos encontrado é uma grande quantidade de empreendimentos utilizando madeira de origem ilegal, que são espécies encontradas apenas em áreas protegidas, sejam terras indígenas ou unidades de conservação do que ainda resta da Amazônia aqui no Maranhão", destacou.

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Operação já resultou no fechamento de nove estabelecimentos

Além da movelaria fechada em Centro Novo do Maranhão, a operação já interditou outros oito empreendimentos que utilizavam madeira de origem ilegal. Ao todo, foram apreendidos mais de 50 mil metros cúbicos de madeira, e as multas aplicadas ultrapassam R$ 500 mil. As ações começaram no último dia 8 e continuam nas regiões das terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu, que concentram parte dos remanescentes da Amazônia no Maranhão. O objetivo do Ibama é combater a extração ilegal de madeira e proteger os territórios indígenas da região.

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