A advogada do banco Goldman Sachs, Anne Cohen, compareceu nesta quarta-feira (15) a uma audiência da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para prestar esclarecimentos sobre as relações do banco com o falecido financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores.
Depoimento e acusações
Durante a sessão, Cohen foi questionada sobre transações financeiras e reuniões entre executivos do Goldman Sachs e Epstein, que era cliente do banco. A comissão investiga se o banco ignorou sinais de alerta sobre as atividades criminosas de Epstein. “O Goldman Sachs falhou em cumprir suas obrigações legais e éticas ao manter Epstein como cliente”, afirmou a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, membro da comissão.
Cohen defendeu o banco, afirmando que “o Goldman Sachs seguiu todas as regulamentações aplicáveis e não tinha conhecimento das atividades ilegais de Epstein”. Ela também destacou que o banco cortou relações com Epstein em 2019, após sua prisão.
Números e impacto
Documentos apresentados pela comissão mostram que Epstein movimentou cerca de US$ 20 milhões em contas no Goldman Sachs entre 2002 e 2019. O banco já foi multado em US$ 50 milhões por agências reguladoras dos EUA em 2020 por falhas na supervisão de transações suspeitas relacionadas a Epstein.
A audiência ocorre em meio a um escândalo mais amplo envolvendo Epstein, que já levou a investigações contra várias instituições financeiras e figuras públicas. O caso também gerou debates sobre a necessidade de reformas no sistema financeiro para prevenir crimes financeiros.
Reações e próximos passos
A comissão da Câmara deve continuar as investigações e pode convocar outros executivos do Goldman Sachs para depor. “Não vamos parar até que toda a verdade seja revelada”, disse o presidente da comissão, deputado James Comer. O banco, por sua vez, afirmou que “cooperará plenamente com as investigações”.



