Camelôs protestam contra Tolerância Zero na orla do Rio
Camelôs protestam contra Tolerância Zero na orla

Cerca de 300 camelôs realizaram um protesto na orla de Copacabana contra o programa Tolerância Zero, que entra em vigor nesta quinta-feira na orla do Rio de Janeiro. A manifestação ocorreu em meio à expectativa de uma fiscalização rigorosa que abrangerá o trecho entre o Leme e o Leblon, incluindo Copacabana, Ipanema e Arpoador.

Detalhes do programa Tolerância Zero

O programa Tolerância Zero tem como objetivo combater o comércio irregular e a desordem pública na orla carioca. A fiscalização será realizada 24 horas por dia, com patrulhamento ostensivo e apreensão de mercadorias ilegais. A medida foi anunciada pela Prefeitura do Rio como parte de um esforço para retomar o espaço público e coibir a atuação do crime organizado.

De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, a ação é necessária para enfrentar a exploração ilegal do espaço público, que muitas vezes está associada a organizações criminosas. "Não podemos permitir que o crime organizado se aposse das nossas praias e calçadas. O Tolerância Zero é uma resposta firme para devolver a ordem e a segurança à orla", afirmou o prefeito.

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Reação dos camelôs

Os camelôs, que dependem do comércio ambulante para sobreviver, criticam a medida, afirmando que ela criminaliza o trabalho informal. Muitos deles alegam que a prefeitura não oferece alternativas de trabalho ou regularização. Durante o protesto, os manifestantes carregavam cartazes e gritavam palavras de ordem contra a fiscalização.

"A gente só quer trabalhar. O prefeito não oferece nenhuma opção para a gente se legalizar. É desemprego na certa", disse um dos líderes do movimento, que preferiu não se identificar. A Polícia Militar acompanhou o protesto, mas não houve confrontos.

Impactos esperados

A Prefeitura estima que o programa reduza significativamente o comércio irregular na orla, que hoje envolve desde ambulantes de bebidas até vendedores de roupas e eletrônicos. A fiscalização contará com agentes da Secretaria de Ordem Pública e apoio da Guarda Municipal. A expectativa é que a ação sirva de modelo para outras áreas da cidade.

Entretanto, especialistas alertam para os efeitos sociais da medida. Sem políticas de inclusão produtiva, o programa pode agravar a situação de milhares de trabalhadores informais que atuam na região. A prefeitura afirma que estuda programas de capacitação e microcrédito, mas ainda não apresentou um cronograma.

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