Soldado americano morto no Iraque receberá honras póstumas
Soldado americano morto no Iraque receberá honras

O sargento Michael Emmanuel Swinton, de 30 anos, natural da Carolina do Norte, morreu no domingo em uma base aérea em Erbil, no Iraque, durante a detonação controlada de um drone iraniano. O militar, que servia há quase uma década, receberá postumamente a Estrela de Bronze, o Coração Púrpura e o Distintivo de Ação em Combate, além de ser promovido a staff sergeant (segundo-sargento), segundo comunicado militar divulgado na terça-feira.

Circunstâncias da morte e homenagens

O Exército dos EUA informou que está investigando as circunstâncias da morte de Swinton. Ele deixa um filho de 6 anos e uma filha de 4 anos. Sua esposa, Mia Gonzalez-Swinton, escreveu no Facebook na segunda-feira: "Nunca vou me recuperar disso. Tínhamos tantos planos para quando você voltasse; sinto um aperto enorme no estômago." Ela foi notificada no domingo sobre a morte dele.

A mãe do soldado, Christel Swinton Andujar, disse à Associated Press que "seu legado perdurará por meio das inúmeras vidas que ele tocou, das risadas que compartilhou, da força que transmitiu aos outros e do amor incondicional que dedicou à sua família". Ela acrescentou: "Ele fará falta para sempre, será honrado para sempre e será para sempre o nosso herói."

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Carreira militar e contexto do conflito

Swinton alistou-se no Exército em 2017 e foi designado para o 55º Regimento de Artilharia de Defesa Aérea, da 108ª Brigada de Artilharia de Defesa Aérea, sediado em Fort Bragg, Carolina do Norte. Ele morava em Spring Lake, uma localidade próxima à base. O brigadeiro-general John L. Dawber, comandante do Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército, afirmou: "O sargento Swinton era um suboficial experiente que tinha muito orgulho de seu trabalho e das pessoas ao seu redor. Ele atendeu ao chamado do dever com coragem, honra e dedicação altruísta."

Dois outros soldados americanos morreram na Jordânia na semana passada defendendo a base contra ataques de mísseis balísticos e drones iranianos. Foram as primeiras mortes de militares dos EUA causadas por fogo direto do Irã desde o início da guerra. O Departamento de Defesa identificou as vítimas como o Primeiro-Tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, de Ewa Beach (Havaí), e a Soldado Isabella Gonzales, de 19 anos, de Carrollton (Texas). Um terceiro militar foi dado como desaparecido após o ataque; o Comando Central dos EUA informou que "restos mortais não identificados" foram encontrados e estão sendo analisados.

Escalada do conflito e impacto regional

Os confrontos entre EUA e Irã já duram 10 dias, com ambos os lados lançando sucessivas ondas de ataques. Autoridades iranianas afirmam que ataques dos EUA, nas últimas três semanas, mataram pelo menos 50 pessoas e feriram mais de 500. Ambos os lados têm visado infraestruturas civis das quais dependem milhões de pessoas. Trabalhadores em navios, estrangeiros e pessoas em nações do Golfo, Israel e Líbano também morreram no conflito.

O Departamento de Estado dos EUA emitiu novo alerta: "O Irã e grupos que o apoiam podem atacar outros interesses dos EUA no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e a americanos em todo o mundo." O presidente Donald Trump declarou que a guerra é necessária para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, mas enfrenta pressão política para encerrar o conflito e evitar uma guerra prolongada no Oriente Médio. A escalada das tensões provocou alta nos preços do petróleo nas últimas semanas.

Legado do soldado

Christel Swinton Andujar descreveu o filho como alguém capaz de iluminar o ambiente com seu bom humor e risada contagiante. "Michael tinha uma capacidade notável de se destacar em tudo a que se dedicava. Ele sabia a hora de rir e a hora de ser sério. Seja servindo ao país, apoiando a família ou ajudando um amigo, ele se entregava de corpo e alma, sem esperar nada em troca."

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