Agente funerária encontra bebê 'morto' com sinais vitais em Rio Claro
Agente funerária encontra bebê 'morto' com sinais vitais

A agente funerária Regina Célia Paschoal, que encontrou sinais vitais no bebê Noah Gabriel da Cruz Santos após ele ter sido dado como morto pela Santa Casa de Rio Claro (SP), relatou que percebeu o recém-nascido se mexendo já dentro do saco usado para transportar corpos. Ao abrir o material, segundo ela, o menino fazia sons como se tentasse respirar.

Detalhes do ocorrido

Conforme informou o portal de notícias g1, Noah teve o óbito constatado após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Em entrevista à EPTV, Regina Célia Paschoal relembrou o momento: "Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar", disse. Com 17 anos de profissão, ela afirmou nunca ter vivido situação semelhante. O colega Matheus Batagello, que a acompanhava, chamou uma enfermeira para verificar o bebê após notar os movimentos.

Reação da família

A mãe do recém-nascido, Letícia Cristina da Cruz Santos, contou que ela e o marido chegaram a ver o filho sem vida e com a pele roxa. Depois do episódio, comemorou a recuperação do bebê. "Nós (estamos) contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem", afirmou, dizendo ainda: "Milagre não se explica, se vive". Ela também disse que Noah foi bem atendido durante os 32 dias de internação e negou ter havido negligência médica: "Eu vi como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele".

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Histórico médico

Segundo o g1, Noah nasceu em 15 de junho e estava internado na UTI Neonatal desde o nascimento, à espera de transferência para um hospital especializado, onde faria uma cirurgia. Quando completou um mês de vida, apresentou piora no quadro, sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve a morte constatada após cerca de 45 minutos de tentativas de reanimação. Cerca de duas horas depois, a funcionária da funerária percebeu sinais vitais e acionou a equipe médica. O bebê foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e, no dia 17 de julho, foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, em Bauru (SP).

Posicionamento do hospital

Em nota, a Santa Casa afirmou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, disse não ter identificado falhas no atendimento e classificou o episódio como um acontecimento extraordinário.

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