Sobrevivência com sucata: moradores de Tucacas após terremotos
Sobrevivência com sucata: moradores de Tucacas após terremotos

Um mês após os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela, os moradores de Tucacas, um paraíso costeiro, recorrem à coleta de sucata das ruínas para garantir a sobrevivência. Sem autorização para adentrar o prédio que desabou, eles se limitam a recolher metais e outros materiais que caíram nas laterais dos muros desmoronados.

Crise econômica agravada pela tragédia

A tragédia, que deixou mais de 5.300 mortos, agravou a já frágil economia local. Muitos residentes, que antes dependiam do turismo, agora sobrevivem da venda de sucata coletada nos escombros. A atividade, embora arriscada e com rendimentos baixos, tornou-se uma das poucas fontes de renda disponíveis.

De acordo com relatos de moradores, a coleta é feita manualmente, sem equipamentos de proteção, e o material é vendido a preços irrisórios para compradores que revendem para reciclagem. "Não temos outra opção. Ou coletamos sucata ou passamos fome", afirmou um dos sucateiros, que preferiu não se identificar.

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Retorno gradual dos turistas

Apesar do cenário desolador, os turistas começam a retornar lentamente a Tucacas, trazendo uma centelha de esperança para a reconstrução. Praias e hotéis que sobreviveram aos tremores voltam a receber visitantes, ainda que em número reduzido. A prefeitura local estima que o fluxo turístico ainda é 70% menor do que antes dos terremotos.

"Ver os turistas de volta nos dá ânimo para continuar", disse uma comerciante local. "Mas a reconstrução será longa e precisamos de ajuda do governo e de ONGs."

Desafios da reconstrução

As autoridades enfrentam o desafio de remover os escombros com segurança, enquanto famílias desabrigadas aguardam por moradias temporárias. A coleta de sucata, embora ajude na renda imediata, também expõe os moradores a riscos de ferimentos e doenças. Organizações humanitárias alertam para a necessidade de assistência médica e psicológica para a população afetada.

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