O Irã culpou os Estados Unidos pela recente troca de ataques na região do Estreito de Ormuz, classificando a ação como uma "violação flagrante" do cessar-fogo em vigor. A denúncia foi feita por meio de um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores iraniano, que também alertou para o risco de escalada do conflito.
Contexto das tensões no Estreito de Ormuz
Nos últimos dias, o Irã interceptou três petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, exigindo autorização para a travessia. Em resposta, os EUA realizaram ataques aéreos contra posições iranianas na região. O presidente Donald Trump afirmou que os ataques do Irã a navios constituem uma violação do cessar-fogo, enquanto Teerã acusa Washington de agir de forma unilateral.
Impacto nos mercados de petróleo
A instabilidade no Oriente Médio derrubou os preços do petróleo. O barril do Brent caiu 10% na semana, retornando ao nível pré-guerra. A queda foi impulsionada pelo aumento da oferta global e pela percepção de que o conflito não deve interromper o fluxo de petróleo por enquanto. Analistas alertam, no entanto, que qualquer bloqueio no Estreito de Ormuz pode disparar os preços novamente.
Reação internacional
Omã, que atua como mediador na região, avisou aliados que pode passar a cobrar pedágio no Estreito de Ormuz caso a crise se aprofunde. A Suprema Corte dos EUA autorizou Trump a encerrar a proteção temporária a imigrantes haitianos e sírios, em meio a tensões diplomáticas. Enquanto isso, o Irã continua a exigir garantias para a livre navegação.



