O governo brasileiro, sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviou nesta sexta-feira o primeiro voo de ajuda humanitária para a Venezuela, atingida por dois terremotos de magnitude 7,5 na escala Richter. O desastre natural já provocou 188 mortes e 1.520 feridos, segundo balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas.
Detalhes do primeiro voo
A aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu de Brasília com destino a Caracas, transportando bombeiros, técnicos especializados e nove toneladas de equipamentos de busca e resgate. A equipe inclui profissionais treinados em operações de salvamento em estruturas colapsadas, além de cães farejadores e equipamentos de corte e remoção de escombros.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o voo faz parte de um pacote de assistência emergencial coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O governo venezuelano declarou estado de emergência em todo o território nacional, com esforços de resgate concentrados nas regiões mais afetadas.
Próximo voo com hospital de campanha
No sábado, um segundo avião será enviado com materiais para a montagem de um hospital de campanha. A estrutura contará com 20 leitos, unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, farmácia e laboratório de análises clínicas. O equipamento será operado por militares brasileiros da área de saúde, que permanecerão no país vizinho por tempo indeterminado.
“A solidariedade do Brasil com o povo venezuelano neste momento de dor é inabalável. Estamos mobilizando todos os recursos necessários para salvar vidas e aliviar o sofrimento”, afirmou o presidente Lula em pronunciamento oficial.
Impacto humanitário
Os terremotos, que ocorreram com intervalo de poucas horas, destruíram centenas de edifícios, incluindo hospitais, escolas e residências. Imagens aéreas mostram bairros inteiros reduzidos a escombros, com equipes de resgate trabalhando ininterruptamente para localizar sobreviventes. A Defesa Civil venezuelana estima que mais de 10 mil pessoas estejam desabrigadas.
Organizações internacionais, como a ONU e a Cruz Vermelha, também mobilizam ajuda. O Brasil, no entanto, é o primeiro país da região a enviar assistência concreta, reforçando os laços diplomáticos entre os dois governos.



