EUA lançam novos ataques contra o Irã; oitava noite consecutiva de bombardeios
EUA lançam novos ataques contra o Irã; oitava noite consecutiva

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã nesta segunda-feira (20), marcando a oitava noite consecutiva de bombardeios americanos contra alvos iranianos. A informação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que afirmou que os ataques aéreos começaram às 19h (horário de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump.

Objetivo dos ataques

Segundo comunicado do Centcom, os ataques visam "reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada". O comando não forneceu mais detalhes sobre os alvos específicos.

A agência de notícias iraniana Mehr informou que os EUA realizaram um ataque perto de Sirik, no sul do Irã, acrescentando que não houve relatos de vítimas ou danos à infraestrutura. No entanto, a mídia estatal iraniana afirmou que bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país. A agência IRNA relatou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.

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Escalada militar e reações

Mais cedo, o presidente Trump havia renovado a promessa de retaliação contra a morte de militares americanos. No fim de semana, três militares americanos morreram na Jordânia e outro foi dado como desaparecido após ataques iranianos. O Centcom confirmou: "Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação". Quatro militares feridos foram levados para hospitais jordanianos e já receberam alta, enquanto outros com ferimentos leves retornaram ao serviço.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã. Em publicação nas redes sociais, Khamenei afirmou que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade". Teerã anunciou também que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.

Confrontos no Kuwait

Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos: uma usina de dessalinização foi atingida e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.

Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. O Centcom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos nos últimos ataques.

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