Bolsas europeias fecham em alta com possível acordo sobre Ormuz
Bolsas europeias fecham em alta com acordo sobre Ormuz

As bolsas europeias encerraram a sessão desta terça-feira, 4, majoritariamente em alta, impulsionadas pela queda do petróleo e por sinais de que o Estreito de Ormuz possa ser reaberto já na quarta-feira, 5. Os investidores também digeriram uma enxurrada de balanços corporativos, que trouxeram movimentos distintos entre os setores.

Desempenho dos principais índices

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,20%, aos 10.879,38 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,85%, alcançando 26.223,26 pontos. O CAC 40, de Paris, ganhou 0,61%, fechando aos 8.666,63 pontos. Em Milão, o FTSE MIB registrou alta mais expressiva, de 1,26%, aos 53.540,50 pontos. O Ibex 35, de Madri, subiu 0,20%, para 20.023,22 pontos. Já em Lisboa, o PSI 20 caiu levemente 0,03%, aos 9.169,02 pontos. As cotações são preliminares.

Perspectiva de acordo sobre o Estreito de Ormuz

O otimismo nos mercados foi alimentado por declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que afirmou haver possibilidade de um acordo “entre hoje e amanhã” com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Uma fonte da Al Arabiya indicou que um anúncio sobre os arranjos para a reabertura completa da via deve ocorrer nas próximas horas. Essa expectativa pressionou os preços do petróleo, que recuaram na sessão.

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Destaques corporativos

Na temporada de balanços, a Bayer saltou 3% em Frankfurt, após o conglomerado alemão de agricultura e farmacêuticos voltar ao lucro no último trimestre. A BP chegou a operar em alta ao registrar salto no lucro, beneficiada pela volatilidade dos mercados de energia, mas cedeu 4,46% com o tombo do petróleo na sessão. As grandes petrolíferas têm sido beneficiadas este ano pela instabilidade causada pelo conflito entre EUA e Irã.

A Lufthansa teve baixa de mais de 8%. O grupo aéreo alemão sofreu forte queda no lucro e estreitou sua projeção de Ebit para 2026. Já o banco britânico HSBC perdeu 0,23%, apesar de ter lucrado acima do esperado, após anunciar plano de recomprar até US$ 1 bilhão em ações – metade do que o Jefferies previa.

Setor de tecnologia em alta

As ações de empresas europeias de chips ficaram em forte território positivo. A fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML Holding e sua rival menor ASM International subiram cerca de 4% e 2%, respectivamente. Já a fabricante alemã de chips Infineon Technologies avançou 3,66%, refletindo o apetite por tecnologia.

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