O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta quarta-feira (22) da cerimônia de repatriação dos corpos dos militares americanos mortos na guerra contra o Irã, realizada na Base Aérea de Dover, em Delaware.
Três mortes em ataques separados
Os EUA enfrentaram alguns de seus dias mais letais no conflito no último fim de semana, quando dois ataques distintos resultaram na morte de três militares e no desaparecimento de um no Oriente Médio. Com isso, o total de baixas americanas na guerra chega a 17.
Na noite de sexta-feira (17), mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, matando dois militares e deixando um desaparecido. Já na madrugada de domingo (19), a explosão controlada de um drone iraniano matou um sargento na cidade de Erbil, no Iraque.
Pressão pública e campanha eleitoral
Embora as cifras sejam relativamente baixas se comparadas a outros países, como Irã e Líbano, que registram milhares de mortos, muitas delas civis, as baixas americanas aumentam a pressão da opinião pública contra o governo Trump. Em sua campanha eleitoral de 2024, o presidente adotou o slogan "sem mais guerras" e prometeu não envolver os EUA em conflitos armados.
Parte da população americana vê os militares mortos como vítimas de uma guerra que atende mais aos interesses de Israel do que aos do próprio país.
Comparação com outras nações
Irã e Líbano são os países com maior número de mortes até junho, com 3.468 e 3.696 vítimas de bombardeios, respectivamente. O Irã perdeu seu líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia do conflito, além de diversos altos funcionários. Um bombardeio em uma escola infantil em Minab, no primeiro dia da guerra, matou 156 civis, incluindo 120 crianças.
O Líbano foi alvo de bombardeios israelenses sob a justificativa de conter o Hezbollah. O alto número de civis mortos (segundo estimativas israelenses, 1.700 seriam militantes) gerou atritos entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.



