PIB dos EUA cresce 1,5% no 1º trimestre de 2026, abaixo do esperado
PIB dos EUA cresce 1,5% no 1º trimestre de 2026

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 2,0%.

Desaceleração em relação ao trimestre anterior

O ritmo de expansão representa uma desaceleração significativa em comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o PIB havia crescido 2,8%. A leitura do primeiro trimestre foi a mais fraca desde o início de 2025, quando a economia cresceu 1,2%.

Entre os componentes do PIB, o consumo pessoal avançou 2,3%, ligeiramente abaixo do ritmo anterior. Já os investimentos fixos não residenciais caíram 0,8%, enquanto os gastos do governo subiram 1,9%. As exportações recuaram 3,4%, refletindo a desaceleração do comércio global.

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Impacto nos mercados e na política monetária

O dado abaixo do esperado pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Analistas avaliam que a desaceleração pode levar o banco central americano a reduzir o ritmo de aperto monetário ou até mesmo considerar cortes nos juros ainda em 2026.

No dia da divulgação, os mercados financeiros reagiram com cautela. O índice S&P 500 operou em leve queda, enquanto o dólar se desvalorizou ante uma cesta de moedas. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos recuaram para 4,32%, ante 4,45% na sessão anterior.

Contexto econômico global

A desaceleração americana ocorre em meio a incertezas globais, incluindo tensões comerciais e o impacto de juros elevados sobre a atividade econômica. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua projeção de crescimento global para 2026, citando riscos geopolíticos e a desaceleração chinesa.

Para o Brasil, um crescimento mais fraco nos EUA pode ter efeitos mistos. Por um lado, reduz a demanda por exportações brasileiras; por outro, alivia a pressão sobre os juros americanos, o que pode beneficiar moedas emergentes como o real.

Próximos passos

O mercado agora aguarda os dados de inflação e emprego das próximas semanas para calibrar as expectativas em relação à política monetária. A próxima reunião do Fed está marcada para julho, e a comunicação dos dirigentes será crucial para definir o rumo dos mercados.

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