A Epic Games lançou oficialmente sua loja de aplicativos no iOS no Brasil nesta quarta-feira, marcando mais um capítulo na disputa com a Apple. A empresa criticou abertamente as práticas da gigante de Cupertino, classificando-as como 'obstrutivas' e 'anticompetitivas'. O movimento ocorre após anos de batalhas legais e regulatórias em diversos países.
Detalhes do lançamento
A loja da Epic Games oferece inicialmente títulos populares como Fortnite, Rocket League Sideswipe e Fall Guys Mobile. Segundo a empresa, os jogos estarão disponíveis para dispositivos iPhone e iPad com iOS 15 ou superior. A Epic afirmou que planeja expandir o catálogo nas próximas semanas, com foco em jogos exclusivos e indies.
Em comunicado, Tim Sweeney, CEO da Epic Games, declarou: 'Estamos felizes em trazer nossa loja para os usuários brasileiros, apesar das barreiras artificiais impostas pela Apple. Os consumidores merecem escolha e preços justos.'
Críticas à Apple
A Epic Games acusou a Apple de dificultar o processo de instalação da loja, exigindo verificações de segurança demoradas e impondo taxas de 30% sobre todas as transações dentro do aplicativo. 'A Apple continua usando seu monopólio para sufocar a concorrência', afirmou a empresa em nota.
De acordo com a análise da Epic, a taxa de 30% cobrada pela Apple é 'abusiva' e 'injustificável'. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já investigam práticas similares de marketplaces digitais.
Impacto para desenvolvedores e consumidores
A chegada da loja da Epic ao iOS brasileiro pode beneficiar desenvolvedores, que terão uma alternativa para distribuir seus aplicativos. Atualmente, a App Store da Apple concentra cerca de 90% do mercado de aplicativos iOS no país, segundo dados da consultoria Mobile Insights. Com a nova loja, a Epic cobrará comissão de apenas 12% sobre as vendas, menos da metade da taxa da Apple.
Para os consumidores, a novidade significa mais opções e potencialmente preços mais baixos. 'Isso deve aumentar a competição e reduzir os custos para os usuários finais', avaliou o analista de tecnologia Carlos Alberto, da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Reação da Apple
A Apple não se pronunciou oficialmente sobre o lançamento até o fechamento desta reportagem. No entanto, a empresa tem histórico de contestar iniciativas da Epic Games, argumentando que a segurança dos usuários é prioridade e que a taxa de 30% é padrão no setor.
Próximos passos
A Epic Games promete continuar pressionando por mudanças regulatórias no Brasil e no mundo. 'Isso é apenas o começo. Vamos lutar por um ecossistema digital mais aberto', finalizou Sweeney.



