Pai se passa por filha para atrair suspeito e atira nele nos EUA
Pai se passa por filha e atira em suspeito de estupro nos EUA

Um homem de 31 anos, identificado como Diego Montoya Gonzalez, foi preso no estado de Washington, nos Estados Unidos, depois de se passar pela própria filha de 11 anos em uma rede social para atrair um suposto estuprador. O caso ocorreu no Condado de Franklin, e o homem acabou atirando no suspeito, que também foi detido por acusações de abuso sexual infantil.

Como o plano foi executado

De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Franklin, Diego Montoya Gonzalez criou um perfil falso no TikTok, fingindo ser sua filha de 11 anos. Ele passou a conversar com um homem de 31 anos, que acreditava estar falando com a criança. Após algumas trocas de mensagens, o suspeito combinou um encontro com a menina, sem saber que, na verdade, estava indo ao encontro do pai dela.

No local marcado, Gonzalez confrontou o suspeito e efetuou disparos, atingindo-o. O homem baleado foi socorrido e levado a um hospital, mas não corre risco de vida. A polícia foi acionada e prendeu Gonzalez no local, sob a acusação de agressão qualificada.

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Investigação revela abusos e material de exploração infantil

Durante as investigações, os policiais encontraram no celular do suspeito baleado vídeos e imagens de exploração sexual infantil, incluindo material envolvendo a filha de Gonzalez. Com isso, o homem de 31 anos também acabou preso, acusado de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil.

O xerife do condado, Jim Raymond, comentou o caso em entrevista à imprensa local: “Este é um caso extremamente complexo e emocional. O pai agiu por desespero, mas a lei não permite que ninguém faça justiça com as próprias mãos. Agora, cabe ao sistema judicial decidir o desfecho.”

Repercussão e debate sobre justiça com as próprias mãos

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites da autodefesa e a proteção de crianças em ambientes online. Especialistas em segurança digital alertam que casos de aliciamento de menores em plataformas como TikTok são cada vez mais comuns, e recomendam que os pais denunciem qualquer suspeita às autoridades em vez de agir por conta própria.

Dados do National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) indicam que, somente em 2023, foram registrados mais de 36 milhões de relatos de suspeita de exploração sexual infantil online nos Estados Unidos, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. O TikTok, por sua vez, afirma ter políticas rígidas contra esse tipo de conteúdo e trabalha em parceria com as autoridades.

O que diz a lei e os próximos passos

Diego Montoya Gonzalez permanece detido, aguardando audiência de custódia. Ele responderá por agressão qualificada, podendo pegar até 10 anos de prisão, dependendo da decisão da Justiça. Já o suspeito de abuso, cujo nome não foi divulgado, permanece hospitalizado sob custódia policial e, se condenado, pode enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua.

O caso também levanta questões sobre a eficácia das ferramentas de denúncia nas plataformas digitais e a necessidade de os pais monitorarem a atividade online dos filhos. Especialistas recomendam diálogo aberto e uso de controle parental, além de orientar as crianças a nunca compartilharem informações pessoais com estranhos na internet.

O xerife Jim Raymond reforçou o pedido para que a população denuncie casos de abuso: “Entendemos a dor de um pai, mas a justiça deve ser feita pelos canais corretos. Se você suspeita de algo, procure a polícia. Há profissionais treinados para lidar com essas situações.”

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